
Deputado Cezinha de Madureira durante sessão na Câmara (Foto: Instagram)
O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) não formalizou um boletim de ocorrência referente ao furto que declarou ter sofrido na sexta-feira (11/9), quando afirmou que seu celular foi roubado na Avenida Paulista, em São Paulo.
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Até às 17h da segunda-feira (14/9), não havia qualquer registro oficial sobre o incidente no sistema da Polícia Civil paulista, conforme apuração feita pela coluna.
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O furto mencionado pelo parlamentar ocorreu três dias antes de ele ser alvo de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal, como parte da Operação Transparência, deflagrada nesta segunda-feira. A investigação visa um grupo suspeito de negociar pagamentos elevados em troca de suposta influência em decisões judiciais.
A autorização para as buscas contra Cezinha foi emitida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 5 — seis dias antes da data em que o deputado afirmou ter tido o celular furtado.
Cezinha de Madureira foi contatado para comentar sobre a falta de registro policial do furto do celular. O espaço continua aberto para sua manifestação.
Sobre a operação da PF, em suas redes sociais, ele afirmou estar à disposição das autoridades para as quais “prestará todos os esclarecimentos necessários […] no devido processo legal, demonstrando que nenhuma irregularidade foi cometida”.
ROUBO REGISTRADO EM 2022
O furto que Cezinha relatou ter sofrido na Paulista não seria o primeiro crime do qual ele foi vítima.
Em agosto de 2022, ele e um acompanhante foram alvo de um roubo após o carro em que estavam furar um pneu, obrigando-os a parar na Avenida Presidente Castelo Branco, região do Pari, no centro de São Paulo.
Conforme registrado em boletim de ocorrência eletrônico, o deputado voltava de Osasco na noite de 5 de agosto.
Ao menos seis assaltantes, segundo o B.O., ordenaram que Cezinha e o acompanhante deitassem no chão e os ameaçaram com uma arma de fogo e uma faca.
O grupo levou pertences das vítimas, além de duas mochilas e a chave do veículo. Entre os itens roubados estava até mesmo uma carteira funcional da Câmara dos Deputados.
OPERAÇÃO TRANSPARÊNCIA
A operação desta segunda-feira, denominada Transparência pela PF, investiga um grupo suspeito de negociar pagamentos expressivos em troca de suposta influência em decisões judiciais.
De acordo com a investigação, membros do grupo teriam procurado terceiros e acertado pagamentos condicionados ao resultado de processos em andamento. Em troca, alegavam que poderiam influenciar as decisões.
A investigação teve início em dezembro de 2025 para averiguar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Durante as diligências, a PF encontrou indícios que levaram à abertura dessa nova frente, focada na suposta negociação de influência em processos judiciais.







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