
Paulo Teixeira acusa filme Dark Horse de “fachada para esquema de corrupção” e pede investigação (Foto: Instagram)
O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, declarou que o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, estaria sendo usado como “fachada para um esquema de corrupção”.
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Em entrevista à coluna durante o programa Agora Metrópoles, Teixeira mencionou ter protocolado um pedido ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, solicitando que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e membros da Polícia Civil paulista sejam investigados por suposta obstrução da Justiça no caso.
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Teixeira, que saiu do governo para integrar a campanha de Fernando Haddad, também defendeu que Lula intensifique sua agenda em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, além de aumentar os ataques contra Flávio Bolsonaro.
Coluna — Como o senhor avalia a crise no Supremo Tribunal Federal e o impacto dela sobre as eleições? O que espera da sessão desta terça-feira?
Paulo Teixeira — A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é enorme. Flávio não tem um currículo, mas sim um histórico, como se diz na linguagem policial. Sabemos da grandeza do presidente Lula. Comparando os governos de Lula e Bolsonaro, Lula se destaca imensamente. Se o povo brasileiro souber como Flávio acumulou seu patrimônio, não votará nele, pois ele sempre esteve envolvido com irregularidades.
Sobre o Supremo Tribunal Federal, essa é uma crise interna deles. Vou ouvir as acusações e, se alguém tiver responsabilidade, deverá responder dentro do processo legal. O Brasil precisa de transparência no setor público. Quem errar deve pagar. Queremos que todos os fatos sejam esclarecidos e que os culpados sejam processados.
Coluna — Apesar das acusações feitas pelo senhor, as pesquisas mostram Flávio Bolsonaro competitivo contra Lula. Como o senhor avalia esses números, especialmente em Minas Gerais?
Paulo Teixeira — Recentemente, o Datafolha mostrou que Lula lidera no primeiro e segundo turnos. Essa é minha principal referência, pois outros institutos falharam. Espero sempre acompanhar o Datafolha.
Além disso, a questão do Supremo tem dominado o debate político. Espero que o Supremo avance nas investigações e que as eleições se concentrem no que realmente importa. Flávio Bolsonaro não tem experiência política, enquanto Lula possui vasta experiência. Flávio não fez nada pelo povo, enquanto Lula já fez muito. Espero que o Supremo resolva essa questão para que possamos discutir o Brasil. Assim, Lula, que já lidera, ampliará sua vantagem.
Coluna — A campanha de Lula deve concentrar esforços em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo?
Paulo Teixeira — Lula deveria intensificar sua agenda, realizando duas atividades diárias, focando nos principais colégios eleitorais: Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
É preciso expor mais claramente na televisão os problemas do nosso adversário. Já mostramos suas conexões com pessoas presas, mas agora precisamos detalhar como ele acumulou seus bens, suas ligações com o crime no Rio de Janeiro, as “rachadinhas” e o escândalo do Banco Master. Ele já retirou R$ 68 milhões do Banco Master, dinheiro dos servidores do Rio de Janeiro.
A campanha deve ser mais incisiva nas denúncias e mobilizar nossa militância nas ruas para vencer as eleições. Isso será crucial para Lula ser eleito, possivelmente já no primeiro turno.
Coluna — Como a campanha de Fernando Haddad avalia a atuação da segurança pública de São Paulo no caso dos aparelhos apreendidos na investigação sobre o filme Dark Horse?
Paulo Teixeira — Protocolei um pedido ao ministro Flávio Dino para que o governador Tarcísio e sua polícia sejam investigados por obstrução da Justiça, pois não realizaram a perícia nos telefones apreendidos. Por que têm medo de fazer a perícia? Porque sabem que o filme Dark Horse é uma fachada para corrupção.
Espero que a Polícia Federal realize a perícia e esclareça o envolvimento de Flávio Bolsonaro em corrupção. Os R$ 60 milhões estão sustentando a família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro está se beneficiando desse esquema. Eles também pagam advogados para atuar contra o Brasil usando dinheiro dos servidores do Rio de Janeiro e do Amapá, além de recursos do BRB. É um grande esquema de corrupção e espero que tudo seja esclarecido antes das eleições.
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