Relatório aponta que núcleo de Vorcaro pagou R$ 16 milhões por imóveis antes de formalizar escrituras

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Executivo fala em evento corporativo em São Paulo (Foto: Instagram)

A Super Empreendimentos e Participações S.A., vinculada aos negócios do banqueiro Daniel Vorcaro, efetuou pagamentos milionários antes da formalização de escrituras de dois imóveis de alto padrão em São Paulo, conforme revela um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Os documentos, datados de março, foram acessados pela Polícia Federal (PF) com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O sigilo do material foi retirado nesta segunda-feira (14/9) pelo ministro André Mendonça, seguindo uma determinação do ministro Edson Fachin.

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Em uma das transações, a empresa adquiriu um imóvel por R$ 16,99 milhões, com escritura lavrada em 28 de março de 2024. De acordo com o Coaf, o cartório registrou um pagamento de R$ 11 milhões aos vendedores antes da escritura, sem especificar o meio de pagamento.

O valor de referência municipal do imóvel era de R$ 3,7 milhões.

No dia anterior, 27 de março de 2024, a Super Empreendimentos comprou outro imóvel por R$ 48 milhões da Grip Negócios Imobiliários Ltda. O relatório indica que R$ 5 milhões foram pagos antes da escritura, também sem detalhes sobre o meio de pagamento. O valor de referência municipal desse imóvel era de R$ 6,9 milhões.

Os pagamentos foram comunicados ao Coaf pelos cartórios de notas de São Paulo, conforme as normas de prevenção à lavagem de dinheiro.

RELATÓRIO
A Super Empreendimentos e Participações S.A. é uma sociedade anônima fechada, com capital social de R$ 1 milhão. Segundo o Coaf, a empresa apresenta faturamento e patrimônio cadastrados como zerados.

A administração está sob a responsabilidade do advogado Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

O RIF foi requisitado pela Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal (Delecor/SP) no contexto da 2ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga possível gestão fraudulenta no Banco Master S.A.

A investigação foi encaminhada ao STF devido ao envolvimento de pessoas com foro privilegiado na Corte.

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