
Golfinho-nariz-de-garrafa rouba comida de peixes em recife australiano (Foto: Instagram)
Pesquisadores da Universidade da Sunshine Coast, na Austrália, passaram anos documentando uma interessante estratégia alimentar de um golfinho-nariz-de-garrafa: o animal persegue peixes até que eles regurgitem sua comida, mergulhando em seguida para roubar o que os peixes expeliram. Os resultados dessa observação foram publicados na revista Ecology and Evolution no último domingo (13/9).
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Esse comportamento é classificado como cleptoparasitismo, uma relação ecológica onde um animal rouba alimento ou recursos que outro já capturou. De acordo com os pesquisadores, esta é a primeira vez que tal estratégia alimentar é documentada em cetáceos e é raramente observada entre outras espécies marinhas.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Entre 2021 e 2025, os pesquisadores observaram um golfinho-nariz-de-garrafa comum, apelidado de Bubbles, em recifes próximos à Ilha Lady Elliot, na Austrália. Durante esse período, foram registradas 11 ocasiões em que o animal utilizou essa estratégia de perseguição para se alimentar.
O modus operandi era sempre o mesmo: Bubbles perturbava um cardume de xaréus-olho-grande, selecionando um peixe individualmente e o perseguindo até que regurgitasse restos do que havia comido.
Os pesquisadores acreditam que a perseguição provoca estresse nos peixes, levando à regurgitação. Além disso, estalos repetidos e vocalizações graves feitas pelo golfinho aumentam ainda mais o nível de estresse dos peixes.
A principal hipótese é que Bubbles utiliza essa estratégia para economizar energia na busca por alimento. “Os golfinhos-nariz-de-garrafa comuns tendem a procurar alimento em grupos, mas Bubbles sempre foi observado procurando alimento sozinho”, explica Asia Haines, uma das autoras do estudo.
Os autores planejam continuar monitorando outros animais da espécie por longos períodos para descobrir se este comportamento é mais comum do que se pensa atualmente.







Leave a Reply