
Fachada do Banco BRB em Brasília (Foto: Instagram)
Desde o início da crise de liquidez provocada pelos negócios com o Banco Master, o BRB já arrecadou R$ 10 bilhões com a venda de ativos. Pelo menos metade desse montante foi adquirido pelo BTG, de André Esteves.
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A maioria dos ativos que o BTG comprou são carteiras de crédito imobiliário geradas pelo próprio BRB, sem ligação com o extinto banco de Daniel Vorcaro.
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Esses empréstimos foram contratados por pessoas e empresas junto ao BRB para aquisição ou construção de imóveis. Na prática, ao vender a carteira, o BRB transfere o papel de credor ao BTG.
Mesmo sem aviso ao mercado ou aos clientes, a mudança foi registrada na certidão de ônus de imóveis financiados pelo BRB.
Em um caso registrado em 13 de abril deste ano, consta que "o crédito fiduciário sobre o imóvel foi cedido pelo BRB — Banco de Brasília S.A., em favor do Banco BTG Pactual, com sede no Rio de Janeiro/RJ".
Apesar do registro em cartório, os clientes que contrataram empréstimos com o BRB não foram notificados sobre a venda ao BTG e suas implicações.
A carteira de crédito imobiliário é considerada um dos ativos mais valiosos do BRB. Além disso, o banco ainda possui R$ 14 bilhões em empréstimos para imóveis sob sua administração.
Para obter liquidez, o BRB tem oferecido pacotes de ativos a instituições financeiras quase que diariamente.
Nas negociações, também foram vendidos papéis que o BRB assumiu nas transações com o Master. A XP, por exemplo, adquiriu um pacote por R$ 376 milhões, incluindo seis cédulas de crédito bancário (CCBs). Já a Alaska comprou ações da Biomm por R$ 220,5 milhões em abril.
No entanto, a soma arrecadada com a venda de ativos adquiridos do Master não ultrapassa R$ 600 milhões, representando menos de 6% do total captado pelo BRB com leilões informais.
O BRB chegou a anunciar um acordo para vender R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Master para a gestora Quadra Capital. Porém, o negócio não avançou devido a divergências sobre os parâmetros econômicos e financeiros.
Desde o início da crise, o BRB afirma que nem todos os papéis adquiridos do Master eram de má qualidade, avaliando o pacote de ativos transferidos pelo banco extinto em R$ 21,9 bilhões.







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