Mudanças bruscas de temperatura podem causar danos graves ao organismo

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Suor intenso: corpo em alerta para o risco de hipertermia (Foto: Instagram)

O funcionamento do corpo humano depende de diversos fatores, incluindo a temperatura corporal, que deve se manter entre 36,5 ºC e 37,2 ºC. Alterações bruscas, como uma queda ou aumento repentino, podem trazer sérios riscos para a saúde.

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Em situações de hipotermia, o corpo inicialmente tenta conservar calor, provocando a contração dos vasos sanguíneos na pele, o que gera tremores. Caso essa medida não funcione, o cérebro, coração e respiração começam a operar de forma mais lenta, podendo levar a confusão mental, sonolência e em casos extremos, perda de consciência.

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Nos quadros de hipertermia, o organismo reage aumentando a circulação sanguínea e a produção de suor para dissipar o calor. O coração trabalha mais rápido e a perda contínua de água e sais minerais pode causar queda de pressão e problemas na circulação.

“[Em casos de calor extremo], o cérebro é especialmente vulnerável, podendo ocorrer confusão, convulsões, perda de consciência e coma. Em quadros graves, também podem ser comprometidos rins, fígado, músculos, coração e o sistema responsável pela coagulação do sangue”, explica o cardiologista Armindo Jreige, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

Não há uma condição mais grave que a outra entre hipotermia e hipertermia, afirmam os especialistas. Ambas podem causar falência de órgãos e morte se não tratadas adequadamente. O problema surge quando o corpo não consegue manter a temperatura em níveis seguros.

A evolução dos quadros pode variar, especialmente na hipertermia grave, que é considerada preocupante pelos especialistas. A exposição intensa ao calor, combinada com esforço físico ou desidratação, pode acelerar essa condição.

A hipotermia, embora normalmente tenha uma progressão mais lenta, também pode se desenvolver rapidamente dependendo das circunstâncias. Em condições normais, a queda de temperatura reduz a necessidade de oxigênio pelo cérebro e outros órgãos.

ALTERAÇÕES BRUSCAS DE TEMPERATURA EXIGEM SOCORRO IMEDIATO
Grupos como idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças cardíacas ou neurológicas, e aqueles expostos a extremos de temperatura por longos períodos, precisam de atenção especial.

Sinais como confusão mental, sonolência, desmaio, convulsões, dificuldade para respirar, dor no peito ou perda de consciência indicam que a pessoa pode estar sofrendo com mudanças de temperatura corporal. "Temperaturas corporais extremas podem evoluir rapidamente e precisam ser tratadas como uma emergência médica", diz a médica emergencista.

As orientações principais incluem:

  • Chamar o serviço de emergência;
  • Manter a pessoa em local seguro e acompanhada;
  • Não oferecer líquidos ou alimentos em casos de inconsciência;
  • Realizar manobras de ressuscitação cardiopulmonar, conforme orientações do serviço de emergência;
  • Evitar soluções caseiras ou medicamentos sem orientação, especialmente com sinais de alteração neurológica e cardiovascular.

“Um ponto também importante é que não devemos olhar apenas para o número mostrado no termômetro. O comportamento e o estado geral da pessoa são fundamentais”, finaliza Nathalia.

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