
Senador Otto Alencar nega ter incluído emenda que ampliava cobertura do FGC (Foto: Instagram)
O senador Otto Alencar (PSD-BA) declarou neste sábado (19/9) que manteve contato telefônico, duas ou três vezes, com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
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Conforme o senador, os diálogos ocorreram entre o final de 2024 e o início de 2025, utilizando o celular de Ciro Soares, advogado de Vorcaro na época.
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As conversas foram realizadas após Alencar assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Vorcaro buscou Alencar para discutir a possibilidade de apresentar uma emenda de autoria de Ciro Nogueira (PP-PI).
A emenda estava ligada à PEC sobre a autonomia orçamentária e financeira do Banco Central e propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Alencar, no entanto, afirmou que nunca apresentou ou incluiu essa medida. “O que ocorreu foi que o Ciro me ligou, e eu conversei com ele sobre a emenda. Nunca considerei apresentar ou incluir essa proposta”, declarou.
Segundo o senador, Plínio Valério (PSDB-AM), relator da matéria, pode esclarecer a tramitação da emenda.
O relato veio após reportagem de O Globo revelar conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. Nas mensagens, Vorcaro teria se referido a Alencar como “conselheiro” e “comandante”.
Os diálogos também indicam tentativas de agendar encontros presenciais entre Vorcaro e Alencar.
O senador negou tratar de qualquer assunto relacionado ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Eu nunca falei sobre Campos Neto. Nunca tive intimidade com ele para discutir esse assunto”, afirmou.
Alencar comentou que, naquela época, não tinha conhecimento dos problemas que mais tarde surgiriam envolvendo o Banco Master.
Veja a resposta completa de Otto:
Ele me ligou quando assumi a CCJ para discutir a possibilidade de apresentar a emenda de Ciro Nogueira. A emenda tratava da PEC de reestruturação da autonomia orçamentária e financeira do Banco Central. Ele pediu para falar, e eu falei. O Ciro, que é meu amigo e advogado dele, queria ajudar. Porém, nunca cheguei a colocá-la.
Ciro me ligou, e eu falei com ele sobre esse assunto. Naquele momento, ninguém sabia dos problemas que existiam. A proposta envolvia aumentar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Ele queria ajuda nesse sentido. Eu nunca considerei fazer isso. Isso pode ser perguntado ao Plínio Valério, que era o relator. Ciro é advogado dele.
Ciro me ligou. E eu conversei com Vorcaro duas ou três vezes por telefone. Eu nunca falei sobre Campos Neto. Nunca tive intimidade com ele para falar sobre esse assunto.
O que ocorreu foi que o Ciro me ligou, e eu conversei com ele sobre a emenda. Nunca considerei apresentar ou incluir essa proposta.







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