
Ministro Alexandre de Moraes desembarca de jato vinculado a Daniel Vorcaro no Santos Dumont (Foto: Instagram)
O vídeo divulgado neste domingo (20/9) mostra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desembarcando de um jato que seria de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Essa imagem contradiz a declaração anterior do ministro feita em abril de 2026, quando surgiram especulações sobre o uso de aeronaves do banqueiro.
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“O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em qualquer avião de Daniel Vorcaro ou em companhia dele e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, afirmou o gabinete de Moraes em nota na época.
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O vídeo captura Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jato no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em agosto de 2025. Naquele momento, o Banco Central já havia identificado fortes indícios de gestão fraudulenta nas operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
A aeronave mencionada seria de Daniel Vorcaro, com quem o escritório de Viviane Barci fechou contratos de valores elevados, conforme investigações da Polícia Federal.
Quando surgiram as primeiras especulações de que Moraes e sua esposa teriam viajado várias vezes em aviões ligados às empresas de Vorcaro, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata diversos serviços de táxi aéreo, incluindo a Prime Aviation.
“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, estavam presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios conforme os termos contratuais. A contratação desses serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos”, diz a nota.
ENTENDA O CASO MASTER
Daniel Vorcaro foi preso em março deste ano após uma investigação da PF sobre lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro. Em novembro de 2025, o Banco Master foi liquidado depois de o BC identificar problemas de liquidez.
A instituição já enfrentava riscos e era monitorada pelo BC devido ao alto custo de captação e investimentos de alto risco, como Cédulas de Depósito Bancário (CDB) que pagavam até 40% acima da média do mercado.
Para tentar se recuperar, Vorcaro tentou vender o banco para o Banco de Brasília (BRB), em uma operação que foi barrada pelo BC.
Porém, o BRB adquiriu cerca de R$ 12 bilhões em créditos podres do Master, ou seja, que não existem, deixando um enorme rombo nas contas do banco público. A PF investiga possíveis irregularidades nesta operação.







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