Escovação de gatos ajuda a prevenir bolas de pelo e problemas de saúde

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Escovação regular ajuda a prevenir bolas de pelo em gatos (Foto: Instagram)

Atenção, tutores! É essencial estar sempre atento à escovação dos pelos dos gatos. A veterinária Michelli Moura esclarece que essa prática é crucial, pois a língua dos gatos possui pequenas papilas que funcionam como um pente durante a higiene diária. Ao se lamberem, os gatos acabam ingerindo fios soltos que podem se acumular no estômago, formando bolas de pelo, o que pode causar vômitos e até obstrução intestinal.

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O manejo correto pode evitar complicações no trato gastrointestinal, ajuda na manutenção dos pelos e funciona como uma inspeção preventiva da saúde do animal.

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A maior parte dos pelos ingeridos pelo felino passa pelo sistema digestivo e é eliminada nas fezes. Quando há acúmulo no estômago, formam-se as bolas de pelo, que representam riscos à saúde do animal. Para evitar essa situação, a intervenção do tutor é fundamental. O especialista explica que "a escovação remove os pelos soltos antes que o gato os engula, reduzindo a quantidade que chega ao trato gastrointestinal e ajudando a diminuir a formação de bolas de pelo."

A frequência da escovação depende do tipo de pelagem. "Gatos de pelo curto geralmente podem ser escovados uma a duas vezes por semana; os de pelo longo, idealmente diariamente, especialmente durante a troca de pelos (entre as estações)", afirma a especialista. É recomendado fazer uma adaptação gradual e sem forçar, apresentando a escova e associando o manejo a algo positivo, como petiscos, aumentando o tempo da atividade aos poucos.

Durante a escovação, é possível identificar sinais de alerta. A veterinária aponta que, durante o procedimento, "podemos perceber pulgas, carrapatos, descamação, feridas, crostas, vermelhidão, nódulos, falhas de pelo e áreas de lambedura excessiva." Se o pet apresentar complicações relacionadas às bolas de pelo, a avaliação médica se torna indispensável. A professora do Centro Universitário Braz Cubas destaca que a consulta veterinária deve ser feita quando os episódios "são frequentes ou acompanhados de falta de apetite, perda de peso, apatia, dor, constipação ou vômitos persistentes", ressaltando que a tosse pode ser confundida com a tentativa de eliminar pelos e indicar uma doença respiratória.

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