
Delegada Layla Lima Ayub deixa presídio após revogação da prisão preventiva (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva da delegada Layla Lima Ayub, que foi detida em janeiro sob suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi presa junto com seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado como uma liderança da facção criminosa no norte do Brasil, especialmente no Pará.
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A defesa da delegada confirmou a soltura, e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Layla foi liberada na última sexta-feira (18/9). O processo tramita em sigilo.
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Layla Lima Ayub foi presa pouco depois de tomar posse como delegada na Polícia Civil de São Paulo, durante a Operação Serpens, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e do Pará, além da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em 16 de janeiro.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, ela mantinha relações pessoais e profissionais com membros da facção, inclusive atuando irregularmente como advogada em audiências de custódia para presos ligados a organizações criminosas, mesmo após assumir o cargo de delegada.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que, apesar da infiltração do crime organizado em carreiras públicas, São Paulo tem conseguido combater essas ações graças ao trabalho dos setores de inteligência.
Layla e Jardel foram acusados de tráfico de drogas e associação criminosa.
Layla Lima Ayub assumiu o cargo de delegada em São Paulo no dia 19 de dezembro de 2025 e, no dia de sua formatura, levou o namorado, supostamente membro do PCC, para o evento.
As autoridades classificaram a ação como "audaciosa", considerando que Dedel estava violando as condições de sua liberdade condicional.
Em 28 de dezembro, mesmo já empossada como delegada, Layla atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho (CV) em uma audiência de custódia no Pará, onde os detentos respondiam por tráfico e associação criminosa.
Ela é acusada de ter ligações com o PCC, colaborando com lideranças da facção no Norte e auxiliando na lavagem de dinheiro da organização.
Inicialmente, a Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias do casal, que foi convertida em preventiva após uma audiência de custódia.
Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como "Dedel", já havia sido preso em 2021 e, segundo o Ministério Público de São Paulo, estava expandindo o PCC no Norte do Brasil, região dominada pelo rival Comando Vermelho.
Em 2023, Dedel foi preso novamente após violar o regime semiaberto. Na sexta-feira (16/1), ele foi detido pela terceira vez. A promotoria informou que ele deixou Marabá, no Pará, sem autorização judicial, violando sua liberdade condicional.
Após investigações nas redes sociais, as autoridades descobriram que Dedel planejava se mudar para São Paulo para viver com Layla Ayub. O casal foi preso em uma pensão.







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