“Laércio Isidoro, o ‘Boss’, é preso em operação de R$ 70 milhões e drogas para o CV”

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Agentes da Polícia Civil cumprem mandados de busca e apreensão na Operação Ícarus no Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) realizou, nesta terça-feira (22/9), uma operação com o objetivo de desmantelar uma estrutura considerada um dos principais canais de fornecimento de drogas para o Comando Vermelho (CV).

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Dentre os detidos está Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”, que foi identificado pelos investigadores como um dos fornecedores de drogas e articulador junto às lideranças da facção.

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A Operação Icarus cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas, resultando na prisão de seis investigados até o momento.

De acordo com a investigação, Boss era responsável por negociar cargas de drogas, organizar fretes e pagamentos e coordenar criminosos envolvidos na logística do esquema. A polícia também revelou que “laranjas” eram usados para movimentar o dinheiro do tráfico.

A investigação chegou a Boss a partir de documentos apreendidos com Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o “My Thor”, considerado uma das lideranças do Comando Vermelho.

Entre as anotações, os policiais encontraram registros da contabilidade do tráfico que indicavam pagamentos feitos por My Thor a alguém identificado como “Boss”.

As investigações revelaram uma divisão de funções entre fornecedores, operadores logísticos, transportadores e responsáveis pela cobrança e recolhimento de dinheiro.

Duas grandes apreensões de drogas foram associadas à estrutura investigada. Em fevereiro de 2024, 715,7 quilos de cocaína e maconha foram encontrados em Guarulhos (SP).

Três meses depois, outros 73,8 quilos de cocaína foram apreendidos em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. No total, as apreensões somaram 789,5 quilos de drogas.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a investigação indicam que as cargas faziam parte de uma mesma operação de transporte interestadual de entorpecentes.

Empresas dos setores de transporte e logística também teriam sido utilizadas para ocultar e facilitar o envio das drogas entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

A parte financeira é outro foco da investigação. A polícia identificou operações financeiras consideradas atípicas envolvendo investigados e empresas que podem ter sido usadas para ocultar ou dissimular recursos.

As movimentações relatadas às autoridades financeiras chegaram a R$ 70,49 milhões em um curto período de tempo.

A Operação Icarus é conduzida pelo Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral e pela Subsecretaria de Inteligência, com participação de órgãos de segurança do Rio e dos outros estados onde as ordens judiciais são cumpridas.

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