
Canetas injetáveis para emagrecimento envoltas por uma fita métrica, simbolizando a busca por perda de peso rápida. (Foto: Instagram)
As canetas emagrecedoras estão em destaque e têm gerado muitos debates sobre seus benefícios e riscos. Essas injeções ganharam fama pela forma rápida e aparentemente “fácil” de eliminar quilos extras. Contudo, esses métodos podem representar sérios riscos à saúde para quem os utiliza sem o devido acompanhamento médico.
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A nutricionista especializada em nutrição clínica e esportiva, Viviane Vaquero Fernandez, de Goiânia, alerta para os perigos de usar essas canetas sem o acompanhamento nutricional adequado.
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"Como esses medicamentos reduzem o apetite, algumas pessoas acabam comendo muito pouco. Isso pode dificultar o consumo adequado de proteínas, vitaminas, minerais e fibras, favorecendo a perda de massa muscular e causando uma possível desnutrição. Além disso, sintomas gastrointestinais, como náusea, constipação, diarreia e vômitos, podem ocorrer durante o tratamento", explica a nutricionista.
Segundo informações do National Institutes of Health (NIH), divulgadas pelo National Library of Medicine (NLM), o uso de medicamentos injetáveis pode gerar sintomas adversos, dependendo do organismo de cada paciente, o que reforça a necessidade de seguir um plano orientado ao realizar o tratamento.
RISCOS E PRECAUÇÕES
Ter um cronograma alimentar auxilia na dieta e na ingestão de nutrientes essenciais para um funcionamento corporal saudável, especialmente para quem utiliza métodos injetáveis para emagrecimento. Viviane comenta também sobre os cuidados ao aderir a jejuns prolongados, que podem ocorrer entre usuários das canetas.
"Algumas pessoas pensam que, se não estão com fome, quanto menos comer, melhor será o resultado. Mas não é assim. Mesmo com o apetite reduzido, o organismo continua precisando de recomendações nutricionais diárias. Por isso, a nutricionista ajuda o paciente a organizar uma alimentação que seja adequada ao novo nível de apetite, sem a necessidade de grandes volumes de comida, e sem comprometer a massa muscular", explicitou Viviane.
Há alguns sinais que merecem atenção e que podem representar possíveis problemas futuros à saúde. Tais possibilidades devem ser monitoradas com frequência, para evitar a piora do quadro e um eventual desenvolvimento de reações mais graves.
"Relatos de fraqueza excessiva, tontura, desidratação, queda de rendimento físico, perda importante de força, dificuldade para se alimentar e sintomas gastrointestinais persistentes são sinais que merecem um cuidado especial", alertou a especialista.
Embora a rápida perda de peso seja atrativa para quem deseja "secar", as pesquisas sobre a segurança contínua dessas injeções para emagrecimento ainda são limitadas.
Viviane informa que o primeiro passo é garantir que o paciente faça ingestão de fontes nutricionais necessárias para manter a saúde do organismo.
"Primeiramente, garantir a ingestão suficiente de fontes de proteínas, manter uma boa hidratação e incluir alimentos variados, como frutas, verduras, legumes, carboidratos e fontes de gorduras de boa qualidade, como abacate, azeite de oliva extravirgem, oleaginosas, sementes e peixes, como sardinha, salmão e atum", explica a nutricionista.
A fim de prevenir efeitos colaterais indesejados, a especialista também alerta para ultraprocessados, açúcares, frituras e álcool, aconselhando evitar esses alimentos.
A IMPORTÂNCIA DE UM TRATAMENTO EM CONJUNTO
Aliar o acompanhamento médico e nutricional com o uso de canetas emagrecedoras, conforme cada paciente, aumenta a segurança do processo. A nutricionista goiana explica que o tratamento funciona melhor e com mais chances de sucesso quando realizado em conjunto.
"O médico acompanha a indicação e a evolução do tratamento medicamentoso e possíveis efeitos adversos. O nutricionista acompanha a alimentação, a ingestão de proteínas e nutrientes, a composição corporal e as dificuldades que aparecem no dia a dia."
Um exemplo dado por Viviane ressalta a importância de se ter vários olhares profissionais para analisar um só caso.
"Se o paciente está com náuseas importantes ou praticamente não consegue comer, isso precisa ser avaliado pela equipe. Náuseas persistentes podem reduzir a ingestão de alimentos e líquidos, favorecendo desidratação, perda de peso e déficit energético-proteico. O médico, em conjunto com a nutricionista, pode investigar e tratar a causa da náusea e avaliar se é necessário medicamento antiemético ou outra intervenção", encerra.
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