
Senador do Senado Federal limpa a testa durante entrevista coletiva. (Foto: Instagram)
Aliados do presidente Lula estão apreensivos com a possibilidade de que o resultado do primeiro turno das eleições influencie o andamento da PEC que extingue o regime de trabalho 6×1 no Senado. Há receio de que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, mesmo tendo marcado a votação da proposta para terça-feira (6/10), possa reduzir o ritmo do processo devido ao novo cenário político.
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A preocupação dos aliados de Lula é que Alcolumbre, que anunciou a discussão da PEC 221/2019 para esta terça-feira, possa priorizar outras questões. A proposta visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salário, e garantir dois dias de descanso remunerado por semana. O anúncio foi visto como um gesto positivo por parte do governo, já que a medida é uma das principais promessas de campanha de Lula.
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Contudo, o cenário político mudou após os resultados do primeiro turno divulgados no domingo (4). Com 99,99% dos votos apurados, Flávio Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de votos, enquanto Lula obteve 45,16%, ou aproximadamente 53,9 milhões de votos. Os aliados do governo temem que a vantagem de Flávio possa influenciar as negociações no Senado, já que Alcolumbre busca reeleição à Presidência da Casa em 2027 e precisará manter boas relações com a oposição.
Esse contexto aumenta a preocupação de que Alcolumbre possa, de fato, desacelerar o cronograma da PEC. Além disso, há a avaliação de que, por ser uma sessão logo após o primeiro turno e em meio à mobilização para o segundo turno presidencial, a presença de senadores na terça-feira pode ser baixa, dificultando avanços na tramitação ou na criação de um ambiente favorável à votação.







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