
Fernando Haddad em ato político após derrota ao governo de São Paulo (Foto: Instagram)
Com a reeleição de Tarcísio de Freitas como governador de São Paulo no primeiro turno, no domingo (4/10), o futuro de Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato do PT, permanece incerto para as próximas eleições. Esta foi a quarta derrota de Haddad em disputas eleitorais, sendo a segunda tentativa pelo governo de São Paulo.
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Reconhecido como uma figura importante dentro do PT, Haddad ainda não definiu seus próximos passos. "Continuo na luta, como sempre, somos seres políticos, independentemente de onde estejamos, estamos aqui para tentar melhorar o Brasil, melhorar nossa cidade, nosso estado. Continuo lutando pelas coisas em que acredito", afirmou Haddad em discurso em São Paulo, no mesmo domingo, após o anúncio da reeleição de Tarcísio.
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Apesar da derrota, Haddad conquistou 36,42% dos votos válidos em São Paulo — o melhor desempenho do PT em uma eleição onde o governador foi reeleito no primeiro turno. Este resultado surpreendeu fontes da campanha de Lula, que esperavam cerca de 35%. Inicialmente, Haddad pretendia participar da eleição presidencial, mas foi convencido por Lula a concorrer novamente ao governo de São Paulo. Um dos desafios do ex-ministro foi manter um palanque forte para o presidente.
O petista também ajudou Lula a repetir um feito de 2022, ao vencer Flávio Bolsonaro na cidade de São Paulo. Na eleição anterior, Lula derrotou Jair Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Durante discurso após a derrota no Palácio dos Bandeirantes, Kiko Celeguim, presidente estadual do PT, destacou uma mudança no foco das campanhas. No estado, Lula recebeu 38,2% dos votos, cerca de 9,5 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 51,93%. No primeiro turno de 2022, Lula teve 40,89%, pouco mais de 10,4 milhões de votos.
"Agora, da nossa parte enquanto partido, é acordar cedo amanhã para começar a organizar a campanha do segundo turno do presidente Lula e ganhar as eleições no Brasil", afirmou.
Fontes destacaram que a situação é mais desafiadora em comparação com estados como Piauí, Bahia e Ceará, onde os governadores do PT foram reeleitos no primeiro turno. No entanto, há margem a ser explorada com eleitores que votaram tanto em Tarcísio quanto em Lula no primeiro turno, mesmo que o palanque seja solitário.







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