Coronel Geraldo Leite Rosa Neto será interrogado por morte de PM Gisele

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Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto chegando ao Fórum Criminal da Barra Funda para prestar depoimento (Foto: Instagram)

A Justiça ouvirá presencialmente, às 13h desta segunda-feira (5/10), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto no Fórum Criminal da Barra Funda, localizado na zona oeste de São Paulo. O oficial da Polícia Militar é acusado de assassinar sua esposa, também policial, Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano.

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O interrogatório de Neto ocorre após um novo laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil afirmar que é impossível que Gisele tenha cometido suicídio. O documento ainda sugere a participação de uma segunda pessoa no ocorrido.

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Gisele faleceu no apartamento que dividia com o marido, localizado no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas posteriormente foi reclassificado para morte suspeita. A policial tinha 32 anos.

O documento, que foi adicionado ao processo na última sexta-feira (2/10), foi elaborado para responder aos questionamentos da defesa do oficial. Neto será questionado sobre o novo laudo, além de outros assuntos relacionados ao processo em que é réu por feminicídio e fraude processual.

Desde 18 de março, Neto está preso preventivamente no Presídio Romão Gomes, uma unidade prisional exclusiva para policiais militares. O novo laudo, assinado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone, reafirma a impossibilidade de suicídio, corroborando as perícias anteriores.

RELEMBRE O CASO
Gisele foi encontrada gravemente ferida, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento do casal. Geraldo alegou que ela se suicidou após ele manifestar o desejo de terminar o relacionamento, mas a perícia refutou essa possibilidade. O tenente-coronel foi preso em 18 de março e continua detido sob suspeita de feminicídio.

Em 31 de março, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, instaurou um conselho deliberativo para avaliar a demissão do tenente-coronel. O Conselho de Justificação, instaurado por Nico, é um processo administrativo especial que analisa a capacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa.

O processo inclui a escolha de três oficiais mais antigos que o tenente-coronel para avaliar sua conduta. A decisão sobre a demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Caso o TJM aprove a demissão, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deverá sancioná-la.

Após ser preso, Geraldo foi transferido para a reserva da corporação a pedido. A transferência foi publicada no Diário Oficial em 2 de abril. O militar, que tem 30 anos de carreira, adquiriu o direito de se aposentar por tempo de serviço em 2016.

NOVO LAUDO
A perita Amanda Rodrigues Marinone concluiu que seria impossível o corpo de Gisele ter sido encontrado na posição em que estava, caso ela tivesse disparado contra si mesma. A informação sugere a presença de uma segunda pessoa no cenário da morte.

Amanda citou testes e simulações que confrontam a versão do tenente-coronel. A arma do crime estava sobre um guarda-roupa de cerca de 2 metros de altura, fora do alcance de Gisele, que media 1,65 metro. Além disso, a visibilidade a partir do banheiro foi analisada, concluindo que Geraldo não poderia ter visto a esposa caída de dentro do box, onde supostamente estaria tomando banho. O sentido do escorrimento de sangue no corpo da vítima também contraria a hipótese de suicídio. Segundo a perita, "reexecutados, esses experimentos produzem o mesmo resultado".

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