Flávio Bolsonaro desafia Lula com vantagem no primeiro turno das eleições

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Lula e Bolsonaro refletem polarização após primeiro turno (Foto: Instagram)

Pode ser que ela não perceba, mas metade dos brasileiros que votaram ontem para presidente da República se sente representada por um governo extremista, fundamentalista e fascista. Apenas isso.

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Nas democracias, é normal perder eleições. O que não se pode perder é a democracia em si. Se isso não importa para metade dos brasileiros, lamento, mas para a outra metade isso é crucial.

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Não se pode chamar de democrata quem rotula golpe militar como revolução e tentativa de golpe como desordem. Democrata não é quem assiste silencioso a atos que deslegitimam o processo eleitoral.

Tampouco é honesto aquele que se apropria de recursos públicos destinados ao pagamento de servidores, adquire imóveis por valores abaixo do mercado e aceita doações para equipá-los.

Como confiar em quem tem ligação com o crime organizado, condecora assassinos de aluguel e defende o direito da polícia de eliminar criminosos ou simples suspeitos sem distinção?

Não é patriota quem busca apoio de governos estrangeiros, comprometendo os interesses do próprio país em troca de auxílio para vencer uma eleição. Na verdade, trata-se de um entreguista.

Flávio Bolsonaro, investigado por evasão de divisas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, não merece ocupar cargo público até que prove sua inocência.

O tsunami que varreu o Brasil, causando muitos danos ao final do primeiro turno das eleições gerais deste ano, não foi causado pela direita, mas pelo que há de pior nela.

Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula conquistou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Sua vantagem deve aumentar com o apoio dos eleitores dos demais candidatos.

A política segue leis informais. Uma delas diz que quem vai para o segundo turno atrás do vencedor do primeiro está fadado à derrota. Esse é o maior desafio de Lula.

Mas leis informais podem ser quebradas. Em 2022, dizia-se que presidente candidato à reeleição nunca perde. Jair Bolsonaro perdeu no segundo turno por 1,80 ponto percentual.

Se arrependimento matasse, Jair estaria morto. Se ele fosse o candidato no lugar do filho, a essa altura o derrotado seria Lula. O DNA de golpista de Bolsonaro prevaleceu sobre sua astúcia política.

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