Aliados de Lula veem risco de acordo entre Marinho e STF

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Senador Rogério Marinho fala com a imprensa após contatos com ministros do STF (Foto: Instagram)

A proximidade entre o senador Rogério Marinho (PL-RN) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou desconfiança entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, interlocutores do governo consideram que as conversas podem abrir espaço para um acordo político que enfraqueça a promessa de impeachment de ministros da Corte, defendida por candidatos da direita durante a campanha eleitoral.

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A desconfiança surge em meio às discussões sobre a atuação da próxima composição do Senado, responsável por processar e julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. Durante a campanha, candidatos associados ao bolsonarismo defenderam o afastamento de magistrados e mobilizaram eleitores em torno dessa proposta.

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A comunicação de Marinho com integrantes do Supremo, no entanto, levantou questionamentos entre governistas sobre como a bancada pretende alinhar o discurso eleitoral com a relação institucional com a Corte.

LULA TAMBÉM DEFENDE INVESTIGAÇÕES
Apesar das críticas à possibilidade de um entendimento para esvaziar a pauta, interlocutores do governo destacam que o Planalto também apoia a realização de investigações e a responsabilização de eventuais envolvidos, desde que sejam respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

A posição é coerente com o discurso de Lula em defesa de investigações conduzidas dentro das regras legais. Nesse contexto, a discussão não se limita à possibilidade de impeachment de ministros, mas também envolve a garantia de que eventuais apurações sejam feitas com respeito ao direito de defesa.

Para os governistas, o ponto de atenção é se a aproximação entre lideranças da direita e integrantes do Supremo resultará em uma mudança de postura sobre os pedidos de impeachment ou em uma tentativa de reduzir as tensões institucionais sem enfrentar as acusações formalmente.

Para eles, apesar da expressiva bancada eleita com a bandeira do impeachment, apenas dois ou três senadores devem manter a promessa de trabalhar pela abertura do processo.

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