Campanha de Lula expressa preocupação com possível interferência da Meta na eleição

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Campanha de Lula monitora suposta interferência da Meta no segundo turno (Foto: Instagram)

A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou preocupação sobre uma possível interferência da Meta nas eleições presidenciais. Eles afirmaram que continuarão monitorando as ações da gigante da tecnologia na fase final do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

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O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, declarou nesta sexta-feira (16/10) que o caso não só afeta a disputa no Brasil, mas também representa riscos para processos eleitorais em outros países.

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Sidônio destacou a preocupação com a democracia global se as grandes empresas de tecnologia, como a Meta, continuarem a interferir nos processos eleitorais, o que ele considera alarmante tanto no Brasil quanto no mundo.

De acordo com o ministro, a campanha está atenta a medidas que possam favorecer um dos lados da disputa eleitoral. Ele afirmou que não aceitarão tais interferências e que a situação está clara.

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, reforçou a preocupação. Ele mencionou uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre anúncios denunciados pela candidatura de Lula e espera que a Meta cumpra as determinações judiciais.

A Meta respondeu às acusações de manipulação das eleições no ambiente digital, reconhecendo erros em contas de Lula, mas negando favorecimento a qualquer candidato. A empresa explicou que a desativação da conta de anúncios de Lula em 23 de setembro foi um engano, causado por uma análise de combate a fraudes.

A campanha de Lula também alegou que um "vídeo selfie" do presidente foi prejudicado pela Meta. A empresa afirmou que um incidente técnico afetou a contagem de visualizações no "reels" de Lula.

Além disso, o Meta AI, ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp, recusou gerar uma imagem com "Lula 13", mas criou uma arte com "Flávio 22". A Meta explicou que bloqueou prompts que mencionavam candidatos, mas nem sempre reconhecia um candidato quando um nome comum era combinado com um número.

Aliados de Lula consideram que o tema é ainda mais relevante devido à disputa acirrada no segundo turno. Eles acreditam que diferenças de tratamento nas redes sociais podem impactar o equilíbrio da corrida presidencial.

A campanha também está levando as denúncias a observadores internacionais. Segundo Camilo, a equipe se reuniu com observadores estrangeiros e o núcleo jurídico continua avaliando possíveis medidas.

Sidônio afirmou que o problema com plataformas digitais deve ser visto como uma questão internacional. Ele declarou que a luta contra esse tipo de interferência é comum a todos os países democráticos.

Camilo disse que a campanha já recorreu à Justiça Eleitoral e que o setor jurídico seguirá tomando medidas até o segundo turno.

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