
Porcos em fazenda: imagem ilustra pesquisa de ressuscitação de rins congelados (Foto: Instagram)
Pesquisadores norte-americanos conseguiram "reviver" rins de porcos que estiveram congelados por até um ano a -150 ºC. Após o reaquecimento e transplante, os órgãos voltaram a ter uma coloração rosada e conseguiram produzir urina, demonstrando funcionamento adequado.
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A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e seus resultados foram publicados em versão pré-print no bioRxiv na última quinta-feira (14/10). O estudo ainda aguarda revisão por pares independentes.
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Caso o estudo seja validado, ele pode abrir caminho para que órgãos humanos sejam armazenados por períodos mais longos antes de serem transplantados. Atualmente, o tempo máximo para transplante é de 24 a 36 horas, um intervalo bastante limitado.
Além de aumentar a durabilidade dos órgãos, essa técnica pode ajudar a reduzir a rejeição no corpo e diminuir a necessidade de medicamentos imunossupressores em pacientes transplantados.
O processo de descongelamento dos rins envolveu uma técnica chamada vitrificação, que resfria as células a baixas temperaturas, transformando-as em um estado semelhante ao vidro. Os cientistas também usaram crioprotetores e nanopartículas de óxido de ferro para evitar danos.
Após o reaquecimento, as nanopartículas foram ativadas por um campo eletromagnético, liberando calor uniformemente. O aquecimento foi controlado até atingir -120 ºC. Quando transplantados em porcos, os rins reaquecidos ficaram rosados e produziram urina, mas em volume menor que o esperado.
Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda precisa de validação por cientistas independentes. Os pesquisadores também devem lidar com o problema do volume reduzido de urina e sinais de lesão nos rins reaquecidos.







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