
Locais de votação em São Paulo fecharam antes do horário ampliado pelo STF. (Foto: Instagram)
São Paulo — Mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ampliar o horário de votação em todo o país, locais de votação permaneciam fechados perto das 18h deste domingo (25/10), uma hora antes do novo horário de encerramento. Mesários ouvidos ainda esperavam instruções do cartório eleitoral para reabrir a votação.
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“Mandaram fechar as urnas aqui. Cerca de 5 minutos depois, anunciaram a prorrogação, mas o TRE não havia passado nenhuma orientação específica para aquela zona. Como já estávamos terminando, concluímos e fomos embora”, afirmou uma mesária que não quis se identificar. Ela atuou neste 2º turno no Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
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Também foram relatadas portas fechadas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, um dos principais locais de votação no centro da capital. No Sesi Vila Leopoldina, uma mesária disse: “Encerramos, mas [estamos] aguardando alguma notícia”.
Outros pontos de votação, como o Centro Municipal de Educação Básica (CEMEB) Maestro Heitor Villa Lobos, em Itapevi, na Grande São Paulo, e a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Rodrigo Soares Jr, em Ermelino Matarazzo, na zona leste, também encerraram a votação às 17h.
O ministro Cristiano Zanin, do STF, decidiu estender o horário de votação das 17h para às 19h após pedido das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que citaram denúncias de redução da frota de ônibus em São Paulo e em outros municípios brasileiros. Na véspera, a Justiça Eleitoral havia determinado que o transporte coletivo funcionasse com 100% da frota na capital paulista.
O despacho assinado pelo ministro determinou que a medida fosse cumprida nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas. Nos pontos em que a votação já havia terminado, Zanin afirmou que os votos seriam computados e totalizados normalmente.
A informação sobre a ampliação do horário foi divulgada perto das 17h, horário previsto inicialmente para o encerramento da votação. A demora na decisão deixou mesários sem saber como proceder.
“Antes de encerrar a urna, perguntei a uma moça do TRE se podia fechar. Ela disse que sim, então mostrei a notícia de que o prazo seria prorrogado. Ela respondeu: ‘Mas o cartório mandou encerrar, e a gente vai encerrar’”, contou o mesário Samuel Lucas de Campos Abilio. Por volta das 17h44, ele e outros mesários da Escola Estadual Henrique Dumont Villares, no Jaguaré, já haviam sido liberados do trabalho.
Na Uninove de Pinheiros, uma fonte anônima também relatou: “Eles estão fazendo as pessoas ficarem dentro do prédio, os mesários, provavelmente depois vão alegar que ficou aberto às 19 horas. Mentira, 17 horas foi fechado os portões, foi fechado tudo, como manda o figurino”.
URNAS RECOLHIDAS
Uma foto feita na escola Liceu Pasteur, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, mostra urnas já guardadas em caixas, mesmo após a decisão do ministro Cristiano Zanin.
De acordo com informações preliminares, mesários teriam recebido a informação equivocada de que o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não havia acatado a decisão de Zanin, mantendo o procedimento padrão de encerrar a votação às 17h, no horário de Brasília.
“A gente já tinha fechado tudo, imprimido todos os boletos, todo mundo tendo assinado e tirado, inclusive, a mídia de votação, e esperamos. Aí passou e falou que a gente ia ter que ficar até as 19 horas, e que a votação ia ser por cédula. Pra gente tudo ok, a gente continuou acatando. Quando faltou um pouco antes das 18 horas, veio passando de novo que não ia acatar a votação do ministro Zanin, que era pra devolver as urnas”, afirmou uma fonte ouvida.
Tags: Eleições 2026, Justiça eleitoral, São Paulo.







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