
Deputada Duda Salabert acionou órgãos federais e o Ministério Público para apurar ameaças contra indígenas em Mato Grosso do Sul. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) afirmou, nesta quarta-feira (28/10), que acionou a Polícia Federal (PF), o Ministério Público (MP) e o Ministério dos Povos Indígenas para investigar denúncias de ameaças contra comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul. A iniciativa foi tomada após um servidor público municipal ameaçar envenenar a água consumida por indígenas depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25/10).
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“Após a vitória do presidente Lula, recebi várias denúncias de assassinatos, ameaças de envenenamento e crimes de racismo contra os povos indígenas em Mato Grosso do Sul”, escreveu Duda nas redes sociais.
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De acordo com a deputada, os órgãos foram acionados após áudios vazados de grupos bolsonaristas mostrarem ameaças atribuídas a um servidor público de Tacuru, entre elas a intenção de contaminar a água usada pelas comunidades.
“Acionei o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério Público e a Polícia Federal para apurar as denúncias e, principalmente, agir para proteger a vida dos povos indígenas, que há séculos lutam pelo direito à terra”, declarou.
SERVIDOR FOI AFASTADO APÓS AMEAÇAS
O caso ganhou repercussão depois que um áudio começou a circular em um grupo de WhatsApp. Na gravação, um servidor da Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, ameaça envenenar a água consumida por moradores da Aldeia Sassoró.
O áudio passou a circular após o segundo turno das eleições. Nele, o homem faz declarações ofensivas contra indígenas e defende que sejam mortos por envenenamento.
“Essas pragas do caralho, do demônio. Tem que ponhar veneno na água, tem que matar essas pragas na água”, afirma o servidor.
O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti (PSDB), confirmou o afastamento temporário do funcionário e informou que foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar sua conduta.
Segundo o prefeito, o servidor trabalha na área de infraestrutura do município, operando um caminhão-caçamba, e não atua no abastecimento de água. Diante das ameaças, o governo federal também acionou a Polícia Federal para investigar o caso.
Tags: ameaça, Lula, Minas Gerais, servidor público







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