
Flávio Bolsonaro diz que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e cita opositores venezuelanos. (Foto: Instagram)
Ao dizer que pretende comandar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) remete à estratégia de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019. Naquele ano, o governo norte-americano reconheceu Guaidó como líder legítimo venezuelano e bloqueou ativos do governo de Nicolás Maduro.
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Na primeira versão de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), Flávio se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No texto atualizado, ele retirou a expressão e passou a se definir como “líder do Brasil”.
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Flávio mencionou os opositores venezuelanos Edmundo González e María Corina Machado. Na carta, pediu à comunidade internacional que não trate como normal o que chamou de perseguição política no Brasil e declarou que pretende mobilizar a oposição de forma “pacífica e legítima”.
Embora Washington e dezenas de países tenham reconhecido Juan Guaidó como presidente interino, ele não conseguiu afastar Nicolás Maduro do poder. Em dezembro de 2022, a própria oposição venezuelana encerrou o governo interino liderado por Guaidó desde 2019.
CONFISCO DE ATIVOS VENEZUELANOS PELOS EUA
Em janeiro de 2019, o governo dos Estados Unidos bloqueou bens e contas da estatal petrolífera venezuelana PDVSA e entregou a representantes ligados a Guaidó o controle da subsidiária Citgo, que atua em território norte-americano.
Em agosto daquele ano, o então presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para bloquear ativos do governo venezuelano sob jurisdição dos Estados Unidos.
O Departamento do Tesouro norte-americano também repassou a representantes de Guaidó a autoridade sobre contas do Banco Central da Venezuela mantidas no Federal Reserve e em bancos dos Estados Unidos.
Tags: Donald Trump, Flávio Bolsonaro, Venezuela







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