Mãe de Fernando Sastre aponta falha mecânica em Porsche como causa de batida

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Mãe de Fernando Sastre afirmou no júri que uma falha mecânica teria causado o acidente fatal. (Foto: Instagram)

São Paulo — A mãe de Fernando Sastre, empresário responsável pelo acidente que matou um motorista de aplicativo em março de 2024, na zona leste de São Paulo, afirmou na sessão do júri, na noite desta quarta-feira (28/10), que uma falha mecânica teria ocorrido no Porsche 911 dirigido pelo filho. “Foi uma fatalidade”.

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“Pelo perito que contratamos e pela perícia realizada, posso dizer que houve falha mecânica no carro”, declarou Daniela Cristina de Medeiros Andrade, mãe de Fernando, réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. “O carro não respondeu como deveria responder.”

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O Porsche conduzido por Sastre bateu na traseira de um Sandero branco dirigido por Ornaldo Viana, de 52 anos. O motorista de aplicativo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas teve uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.

O empresário saiu do local da batida e, apesar de apresentar sinais de embriaguez, foi liberado pelos policiais sem fazer o teste do bafômetro.

Mais cedo na sessão, Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava como passageiro no Porsche de Fernando quando ele provocou o acidente, disse que foi intimidado e abandonado pelos amigos após contar o que considera ser a verdade sobre aquela noite. O estudante fraturou quatro costelas e perdeu o baço por causa do acidente.

Segundo Marcus, ele e Sastre saíram com as namoradas para um encontro de casais na noite de 31 de março de 2024. Os quatro se encontraram por volta das 21h em um restaurante, onde pediram comida e drinks da casa, conversaram e foram embora quase à meia-noite.

Em seguida, decidiram ir a uma casa de poker perto do estabelecimento. Marcus e Fernando ficaram jogando em uma mesa até as mulheres resolverem ir embora. Nesse momento, Sastre e a então namorada, Giovanna, discutiram porque ele queria dirigir mesmo embriagado.

Conforme a versão do estudante, o empresário estava alterado, e os amigos tentaram convencê-lo a não dirigir, mas não conseguiram. Giovanna se recusou a entrar na Porsche e Marcus acabou embarcando com o amigo.

Ele contou que entrou no carro, que saiu devagar da vaga, e depois sentiu Sastre acelerar. A partir daí, afirmou que “lembra muito pouco” e que só recorda de estar deitado no chão, com dor e sem conseguir respirar.

A defesa de Sastre busca convencer o júri de que o empresário deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O julgamento começou nesta quarta e tem previsão de durar dois dias.

Tags: São Paulo, Tribunal de Justiça de São Paulo, Tribunal do Júri

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