Aliados veem permanência de auxiliar como guinada política de Tarcísio

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A permanência de Roberto Carneiro no governo paulista é vista por aliados como sinal de que Tarcísio de Freitas pretende ampliar o diálogo com os partidos da base. (Foto: Instagram)

A permanência de Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos, no Governo de São Paulo indica, na avaliação de auxiliares e aliados próximos do governador, que Tarcísio de Freitas adotará um perfil mais político e de maior diálogo com os partidos da base em seu segundo mandato.

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Carneiro entrou na gestão às vésperas da pré-campanha eleitoral, após a saída de Gilberto Kassab (PSD) do governo. Considerado habilidoso nos bastidores e com bom trânsito entre diferentes partidos, foi nomeado inicialmente secretário da Casa Civil e, em seguida, transferido para a pasta de Governo e Relações Institucionais, antigo cargo de Kassab.

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Naquele momento, o objetivo era justamente aprimorar a articulação política no Palácio dos Bandeirantes. Mais tarde, Carneiro deixou o secretariado para se concentrar nas articulações da campanha eleitoral de Tarcísio e do Republicanos.

Após a reeleição do governador, conquistada ainda no primeiro turno contra Fernando Haddad (PT), começou a circular a possibilidade de Carneiro não voltar ao governo paulista e retornar ao governo do Espírito Santo, seu berço político. Ele já havia ocupado a Casa Civil durante a gestão do governador Paulo Hartung, entre 2015 e 2018.

Em 2027, o Republicanos voltará a governar o estado capixaba, depois da vitória de Lorenzo Pazolini, que derrotou o atual governador Ricardo Ferraço (MDB) no segundo turno.

Aliados próximos de Tarcísio, porém, dizem que Carneiro deve seguir como “homem forte” da articulação política do governo paulista nos próximos anos.

A permanência é interpretada por aliados como um sinal de que o governador apostará em uma relação mais próxima com os partidos da base, inclusive com vistas à construção de uma possível candidatura de direita ao Palácio do Planalto em 2030, alternativa ao PL e ao “bolsonarismo raiz”.

Tags: Governo de São Paulo, Republicanos, Tarcísio de Freitas

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