
O Distrito Federal confirmou um novo caso de Mpox e chegou a 13 infecções em 2026. O paciente é um morador do Guará, de 32 anos. (Foto: Instagram)
A Mpox, doença que causa lesões na pele, teve um novo caso confirmado no Distrito Federal nessa segunda-feira (2/11). Com a confirmação, a capital chega a 13 pessoas infectadas em 2026. Até outubro, a Secretaria de Saúde (SES-DF) havia registrado 12 casos. No Brasil, são 633 casos confirmados, 37 prováveis, 239 suspeitos e um óbito, segundo o painel do Ministério da Saúde.
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O novo paciente é um morador do Guará, de 32 anos, que a princípio pensou estar com amigdalite. Ele teve febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e dores leves no corpo. Alguns dias depois, o aparecimento de bolhas com pus na pele fez surgir a suspeita de Mpox.
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“As lesões apareceram nas mãos, nos pés, nas costas, no peito, na cabeça e no rosto. Eram pequenas no começo, coçavam um pouco e depois cresciam, ficando cheias de um líquido parecido com pus. Tentei estourá-las, mas depois me orientaram a não fazer isso, porque a secreção pode transmitir o vírus”, relatou.
A maior parte dos pacientes se recupera da Mpox em duas a quatro semanas. No entanto, a transmissão só termina quando todas as lesões cicatrizam e uma nova camada de pele se forma, conforme o Ministério da Saúde.
MORADOR NÃO SABE COMO CONTRAIU A DOENÇA
O homem começou a apresentar sintomas na segunda-feira, 26 de outubro, mas só teve o diagnóstico confirmado na segunda-feira seguinte, 2 de novembro. Foram sete dias entre o início do mal-estar e a confirmação da Mpox.
“Eu já tinha pesquisado sobre a Mpox e sabia que havia casos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Como tive contato com pessoas que viajaram para essas cidades, fiquei atento a essa possibilidade. Também participei de muitas manifestações políticas e, por isso, tive contato com muita gente. Não dá para dizer como ocorreu a transmissão”, contou.
Com receio de sofrer preconceito e ser responsabilizado pela infecção, o morador decidiu não revelar sua identidade. Ele teme que as pessoas suponham como contraiu o vírus e o julguem por isso.
“Tenho medo de me expor porque sei que ainda existe muito preconceito. As pessoas podem me julgar, fazer suposições sobre como contraí a doença ou até me culpar por estar infectado. Nem todo mundo entende como a transmissão acontece.”
COMO OCORRE A TRANSMISSÃO
A Mpox é provocada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de uma pessoa infectada. Também pode ocorrer pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados.
O vírus também pode ser transmitido pelo contato próximo e prolongado com secreções respiratórias. A pessoa infectada transmite a doença desde o início dos sintomas até a cicatrização de todas as lesões e a formação de uma nova camada de pele.
Entre os sinais mais comuns estão erupções ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos órgãos genitais e em outras partes do corpo.
DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO
A confirmação da Mpox é feita por exame laboratorial molecular, de preferência com amostras coletadas das lesões. Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.
Não há medicamento específico aprovado para tratar a doença. O atendimento busca aliviar os sintomas e prevenir ou tratar complicações.
Tags: Ministério da Saúde, Saúde







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