Damares vai a velório de menina morta pelo padrasto no DF e faz desabafo

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Damares Alves esteve no enterro de Ísis Gabrielly, de 2 anos, em Novo Gama (GO), e afirmou que acompanhará o caso. (Foto: Instagram)

A senadora do Distrito Federal Damares Alves (Republicanos) esteve, nesta quinta-feira (5/11), no enterro de Ísis Gabrielly, de 2 anos, torturada e morta pelo padrasto em Novo Gama (GO), no Entorno do DF. Em vídeo publicado nas redes sociais, Damares disse que a cidade está de luto e questionou o número de casos envolvendo crianças nos últimos dias.

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Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, de 2 anos, morreu na quarta-feira (4/11), após chegar a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) hospitalar no Novo Gama em parada cardiorrespiratória, com lesões e hematomas pelo corpo. De acordo com a equipe médica, a criança apresentava sinais de violência doméstica. O padrasto, Felipe de Souza Neckel da Silva, 23, foi preso em flagrante.

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No vídeo, a senadora lamentou a morte da menina e declarou que acompanhará o caso de perto. Ela também afirmou que o padrasto deverá ser enquadrado na Lei 15.487, aprovada em 2026 pelo Senado Federal, que prevê elevar para 40 anos de prisão a pena contra abusadores de crianças.

“Mas eu estou passando aqui para dizer a esse agressor que nós mudamos a lei. Esse daqui já vai responder sobre a nova lei, esse crime aqui já é sobre a nova lei: 40 anos de prisão sem direito a saidinha. Ele responde um outro estupro, mas por esse aqui, por esse homicídio, por esse estupro, 40 anos sem direito a saidinha”, disse.

Em seu relato, Damares também pediu desculpas à menina e lamentou não ter conseguido chegar antes para prestar auxílio: “Eu pedi perdão a Ísis Gabrielly. Eu não vim no aniversário dela, eu não vim no Natal, eu não vim no dia da criança, eu vim no funeral dela. Por que eu não cheguei antes? O que está acontecendo? Aonde a nossa rede de proteção está errando? Fica o recado para as famílias do Brasil e para todos vocês. Observem os sinais que as crianças estão enviando.”

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Detido em flagrante pela morte de Ísis Gabrielly, de 2 anos, o padrasto da criança, Felipe de Souza Neckel da Silva, 23, tem diversas passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas, receptação e furto qualificado. A ocorrência mais recente, porém, é por estupro de uma vulnerável, cometido há pouco meses no Mato Grosso, segundo a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO). A corporação também afirma que ele seria faccionado do Comando Vermelho (CV).

O suspeito foi preso nesta quarta-feira (4/11), em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) hospitalar do Novo Gama (GO), onde a menina morreu depois de dar entrada em parada cardiorrespiratória, com lesões e hematomas pelo corpo. Na ocasião, profissionais de saúde que atenderam a criança acionaram a PMGO. Segundo a equipe médica, Ísis Gabrielly apresentava sinais de violência doméstica.

Ao chegar à UPA, a polícia encontrou Felipe e o prendeu em flagrante. Depois, o suspeito foi levado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia, responsável pela investigação.

A mãe da menina também foi levada para prestar esclarecimentos. O caso foi encaminhado à Polícia Civil (PCGO), que apurará as circunstâncias da morte.

O tenente-coronel da PMGO Ricardo Edson, comandante do 19º batalhão do Novo Gama, que atendeu à ocorrência, disse que pedestres que passavam em frente à casa socorreram a criança após serem chamados pelo padrasto.

“Em depoimento, o padrasto disse que estava dando banho na criança e ela caiu. Porém, essa versão não condiz com o que foi observado pela equipe médica”, afirmou o policial.

De acordo com o tenente-coronel, a mãe da menina contou que a criança teve hematomas dias antes e que o padrasto teria dito que se tratava de alergia.

O avô da criança, Klinger de Oliveira, de 43 anos, afirmou que a mãe de Ísis Gabrielly e o padrasto estavam juntos havia três meses e costumavam deixar a menina em casa nos finais de semana.

Ele contou que, em determinado momento, percebeu hematomas no corpo da menina. Então, o avô teria confrontado a própria filha, que negou as acusações de que ela e o padrasto estariam agredindo a criança.

Kingler disse que ele e a esposa sempre ficaram com um “pé atrás” em relação à situação.

“A gente alertou muito, mas ela [mãe da criança] sempre ficou jogando aos meus pés e se desfazendo de mim o tempo todo. Os sintomas começaram a aparecer uns 15 dias atrás. A partir daí ficamos com uma pulga atrás da orelha e alertando. Só que sempre levamos patada dela. Já dele [padrasto] não, porque em nenhum momento ele pegou o telefone para se desculpar ou se questionar de momento nenhum”, disse.

Tags: Damares Alves, Distrito Federal, Senado Federal

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