
São Paulo teve o segundo outubro mais chuvoso desde o início dos registros do CGE, em 1995. (Foto: Instagram)
São Paulo — Outubro de 2026 foi o segundo mês de outubro mais chuvoso já registrado na cidade de São Paulo desde 1995, início da série histórica do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), da Prefeitura de São Paulo. Nos 31 dias do mês, a capital paulista teve média de 220,3 milímetros (mm) de precipitação, índice 96,7% acima dos 112 mm previstos para o período.
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Segundo o levantamento do CGE, desde o início das medições apenas outubro de 2023 teve mais chuva, com 250,4 mm. Outubro de 2011 ocupa o terceiro lugar, com 215,2 mm.
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Além do volume expressivo, outubro de 2026 igualou 2021 como o mês com mais dias chuvosos nesse período. Foram 26 dias com precipitação, sendo que em 19 deles o acumulado superou 1 mm.
O meteorologista do CGE Michael Pantera afirmou que a distribuição das chuvas na capital mudou significativamente a partir de setembro. Segundo ele, desde agosto de 2019 predominavam períodos com índices pluviométricos abaixo da média, situação que permaneceu até 2022.
QUATRO DIAS CONCENTRARAM MAIS DA METADE DA CHUVA
Outro ponto destacado pelo levantamento foi a concentração das precipitações em alguns períodos do mês. Nos dias 9, 16, 24 e 25 de outubro, as chuvas atingiram várias regiões, com acumulados diários acima de 20 mm.
Somados, esses quatro dias tiveram 120,1 mm de precipitação, o equivalente a 54,5% de toda a chuva observada na cidade em outubro.
O dia 25 foi o mais chuvoso do mês, com média de 37 mm na capital paulista. Esse volume representa aproximadamente um terço da precipitação esperada para outubro.
CENTRO TEVE MAIOR VOLUME DE CHUVA
O volume de chuva variou entre as regiões da capital paulista. Em outubro, o maior acumulado foi registrado no Centro, com 266,1 mm, seguido pelas zonas oeste (245,4 mm), sul (233,8 mm), norte (216,9 mm) e leste (201,7 mm).
Entre as subprefeituras e localidades acompanhadas pelo CGE, os maiores índices foram os da região da Sé, no centro da cidade, com 266,1 mm; do CEU Jaçanã, na zona norte, com 255,6 mm; e da Casa Verde, também na zona norte, com 252 mm.
Já os menores acumulados ocorreram em Vila Medeiros, com 139,2 mm; Cidade Tiradentes, com 152,2 mm; e Parque do Carmo, com 184,4 mm.
ALAGAMENTOS E ESTRAGOS
Durante o mês, vários municípios do estado de São Paulo sofreram estragos. Na capital paulista, por exemplo, uma forte tempestade em 14 de outubro alagou túneis, deixou pessoas ilhadas e veículos submersos.
No centro da capital, região que registrou os maiores índices de chuva, houve alagamento no Túnel São João Paulo II, conhecido como Túnel do Anhangabaú.
Diversos passageiros também ficaram ilhados nos veículos. Uma gravação feita de um prédio da região mostra carros parados na saída do túnel, com a água avançando em forte vazão.
Na ocasião, uma das entradas da Estação Japão-Liberdade, da Linha 1-Azul do Metrô, também foi inundada. Ainda no centro da capital paulista, uma árvore caiu sobre dois carros na Bela Vista.
A chuva provocou estragos também na avenida 23 de maio, na altura do Ibirapuera. Imagens publicadas nas redes sociais mostram carros boiando e motoristas ilhados na região, além de uma fila de veículos sem possibilidade de deixar o local.
Tags: São Paulo, chuvas, CGE, precipitação, alagamentos







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