
Logo dos Correios em fachada iluminada (Foto: Instagram)
As empresas estatais federais apresentaram um déficit de R$ 476 milhões em julho de 2026, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31/8) no Boletim de Estatísticas Fiscais. O total acumulado no ano chega a R$ 8,3 bilhões.
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O déficit registrado em julho é inferior ao dos anos anteriores no mesmo mês: em 2024, foi de R$ 538 milhões, e em 2025, R$ 1,62 bilhão. Em julho de 2026, o déficit foi de R$ 476 milhões.
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No mês de julho, as estatais somaram um déficit de R$ 1,1 bilhão, com as empresas federais registrando R$ 476 milhões em déficit, as estaduais R$ 653 milhões, e as municipais um superávit de R$ 18 milhões. O déficit ocorre quando as despesas superam as receitas, enquanto o superávit é o oposto.
Ao longo do ano, o déficit acumulado das estatais federais é de R$ 8,3 bilhões, com maior concentração de resultados negativos no início do ano. Em janeiro, o déficit foi de R$ 3,33 bilhões, sinalizando uma forte pressão fiscal nos primeiros meses de 2026.
O resultado mensal das federais foi:
- janeiro: R$ -3,33 bilhões (déficit);
- fevereiro: R$ -829 milhões (déficit);
- março: R$ -249 milhões (déficit);
- abril: R$ -1,53 bilhão (déficit);
- maio: R$ -27 milhões (déficit);
- junho: R$ -1,84 bilhão (déficit); e
- julho: R$ – 476 milhões (déficit).
Os dados do BC consideram apenas as empresas estatais federais, excluindo grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, refletindo principalmente a situação de empresas mais dependentes ou financeiramente frágeis.
CORREIOS
A deterioração das contas ocorre em meio a dificuldades financeiras de algumas estatais importantes, especialmente os Correios, que têm impactado negativamente os resultados do setor. A empresa fechou 2025 com um déficit de R$ 8,5 bilhões.
No ano passado, os Correios obtiveram um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, usando a garantia da União. A autorização para a contratação de crédito foi condicionada ao cumprimento de um plano de reestruturação.
APORTE EM 2027
Os ministérios do Planejamento e Orçamento, Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e Comunicação anunciaram, no domingo (30/8), que será feito um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027. Essa informação estará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira.
“Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e à recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa”, afirmam os ministérios na nota.
O balanço do segundo trimestre de 2026 dos Correios, divulgado no último sábado (29/8), mostrou um prejuízo de quase R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, acumulando 16 trimestres consecutivos de déficit.
O prejuízo representa um aumento de 30,4% em relação ao déficit de R$ 4,3 bilhões no mesmo período de 2025. O balanço indica que a empresa está em estágio avançado de negociação para um crédito de R$ 7 bilhões com instituições financeiras, com a União como fiadora.
DEFESA
A nota dos ministérios destaca que os custos dos serviços dos Correios somaram R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre, 14% abaixo do orçado. Em relação ao custo com pessoal, houve uma redução de cerca de 4%, reflexo do Plano de Demissão Voluntária. “Ainda assim, o EBITDA foi R$ 910 milhões (18%) melhor que o previsto”.







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