
Suor intenso: corpo em alerta para o risco de hipertermia (Foto: Instagram)
O funcionamento do corpo humano depende de diversos fatores, incluindo a temperatura corporal, que deve se manter entre 36,5 ºC e 37,2 ºC. Alterações bruscas, como uma queda ou aumento repentino, podem trazer sérios riscos para a saúde.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Em situações de hipotermia, o corpo inicialmente tenta conservar calor, provocando a contração dos vasos sanguíneos na pele, o que gera tremores. Caso essa medida não funcione, o cérebro, coração e respiração começam a operar de forma mais lenta, podendo levar a confusão mental, sonolência e em casos extremos, perda de consciência.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Nos quadros de hipertermia, o organismo reage aumentando a circulação sanguínea e a produção de suor para dissipar o calor. O coração trabalha mais rápido e a perda contínua de água e sais minerais pode causar queda de pressão e problemas na circulação.
“[Em casos de calor extremo], o cérebro é especialmente vulnerável, podendo ocorrer confusão, convulsões, perda de consciência e coma. Em quadros graves, também podem ser comprometidos rins, fígado, músculos, coração e o sistema responsável pela coagulação do sangue”, explica o cardiologista Armindo Jreige, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Não há uma condição mais grave que a outra entre hipotermia e hipertermia, afirmam os especialistas. Ambas podem causar falência de órgãos e morte se não tratadas adequadamente. O problema surge quando o corpo não consegue manter a temperatura em níveis seguros.
A evolução dos quadros pode variar, especialmente na hipertermia grave, que é considerada preocupante pelos especialistas. A exposição intensa ao calor, combinada com esforço físico ou desidratação, pode acelerar essa condição.
A hipotermia, embora normalmente tenha uma progressão mais lenta, também pode se desenvolver rapidamente dependendo das circunstâncias. Em condições normais, a queda de temperatura reduz a necessidade de oxigênio pelo cérebro e outros órgãos.
ALTERAÇÕES BRUSCAS DE TEMPERATURA EXIGEM SOCORRO IMEDIATO
Grupos como idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças cardíacas ou neurológicas, e aqueles expostos a extremos de temperatura por longos períodos, precisam de atenção especial.
Sinais como confusão mental, sonolência, desmaio, convulsões, dificuldade para respirar, dor no peito ou perda de consciência indicam que a pessoa pode estar sofrendo com mudanças de temperatura corporal. "Temperaturas corporais extremas podem evoluir rapidamente e precisam ser tratadas como uma emergência médica", diz a médica emergencista.
As orientações principais incluem:
- Chamar o serviço de emergência;
- Manter a pessoa em local seguro e acompanhada;
- Não oferecer líquidos ou alimentos em casos de inconsciência;
- Realizar manobras de ressuscitação cardiopulmonar, conforme orientações do serviço de emergência;
- Evitar soluções caseiras ou medicamentos sem orientação, especialmente com sinais de alteração neurológica e cardiovascular.
“Um ponto também importante é que não devemos olhar apenas para o número mostrado no termômetro. O comportamento e o estado geral da pessoa são fundamentais”, finaliza Nathalia.







Leave a Reply