Expansão Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen traz novos desafios, mas não revoluciona o RPG

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A nova expansão Dark Arisen de Dragon’s Dogma 2 leva os Arisen a enfrentar um dragão colossal na tundra gelada de Norgan. (Foto: Instagram)

Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chega com a missão de oferecer novos motivos para os jogadores retornarem ao RPG da Capcom. A expansão introduz Norgan, uma região coberta de neve, novos chefes, equipamentos e desafios. A aventura é imersiva, especialmente para aqueles que gostam de explorar territórios perigosos, embora não alcance a transformação que alguns fãs esperavam do nome Dark Arisen.

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A campanha segue a busca por um segundo Arisen e os mistérios de um sonho vivido pelo protagonista. A personagem Eir ganha destaque na trama, que apresenta objetivos mais diretos do que os da aventura principal. Apesar de não atingir grande profundidade narrativa, a história serve como incentivo para explorar a nova região. Algumas missões secundárias enriquecem a comunidade local, enquanto outras repetem tarefas menos inspiradas.

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Norgan é o principal destaque da expansão. A tundra reúne montanhas, ruínas, cavernas e lagos congelados, com caminhos que exigem atenção constante. Nevascas prejudicam a visibilidade e podem consumir a resistência do personagem. O gelo pode ceder sob os pés, e elementos do cenário também podem ser aproveitados durante os confrontos. São detalhes que tornam a exploração menos previsível.

O mapa aposta na verticalidade e na descoberta de atalhos, oferecendo uma sensação de escala maior do que sua extensão sugere. Ao atravessar uma montanha ou investigar uma estrutura escondida, o jogador pode encontrar recompensas ou enfrentar uma criatura poderosa. É justamente essa capacidade de transformar deslocamentos em pequenas aventuras que continua diferenciando Dragon’s Dogma 2 de outros RPGs de mundo aberto.

A expansão mantém o combate dinâmico que tornou o jogo conhecido. Escalar monstros gigantes, atacar pontos vulneráveis e combinar habilidades com os Pawns segue proporcionando batalhas intensas e imprevisíveis. A ampliação para seis habilidades de combate por vocação oferece mais liberdade para experimentar estratégias e adaptar o personagem a situações diferentes.

Os novos chefes são um dos acertos, com confrontos de grande escala e padrões de ataque que exigem preparação. Entretanto, a variedade de inimigos comuns decepciona. Boa parte dos encontros envolve versões modificadas de saurians, ogros e ciclopes já conhecidos. As mudanças de comportamento e os efeitos do ambiente ajudam a renovar essas lutas, mas não eliminam a sensação de repetição.

Além de Norgan, Dark Arisen acrescenta 12 Lost Rites Dungeons ao mundo original. Elas oferecem desafios e recompensas, incluindo recursos ligados aos Obelisks, que concedem melhorias permanentes. Apesar da proposta interessante, essas masmorras têm impacto limitado para personagens de nível elevado e podem ser concluídas rapidamente por veteranos.

O sistema de Relics introduz equipamentos obtidos por recompensas aleatórias. Muitos deles superam rapidamente armas e armaduras aprimoradas durante a campanha principal, o que diminui a importância dos ferreiros e do planejamento tradicional de equipamentos. Como essas relíquias não podem receber melhorias adicionais, a progressão acaba se tornando mais simples do que deveria.

Em compensação, a estrutura de viagem de Norgan recupera parte da tensão das expedições. Com poucos locais de descanso, os portcrystals passam a funcionar como pontos estratégicos para avançar, retornar à cidade e reorganizar suprimentos. O sistema de deslocamento rápido encontra, assim, um equilíbrio melhor entre conveniência e sensação de perigo.

Dark Arisen entrega uma boa expansão, com uma região marcante, exploração recompensadora e combates que continuam entre os grandes atrativos do RPG. A campanha oferece aproximadamente 20 horas de aventura, mas a reciclagem de inimigos, as masmorras pouco memoráveis e a simplificação da progressão impedem que o conteúdo alcance todo o seu potencial.

Para novos jogadores, o pacote amplia uma experiência já rica. Para quem terminou Dragon’s Dogma 2 e deseja voltar, Norgan é um convite convincente. O problema surge na comparação com o Dark Arisen do primeiro jogo, especialmente com a lembrança de Bitterblack Isle: a nova expansão é mais contida e não transforma a fórmula na mesma medida.

Veredito: Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen merece a visita pela excelente ambientação e pela força de seu combate, mesmo sem representar uma revolução para a franquia. Nota: 8,5/10.

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