Justiça de SP concede liberdade provisória a PM que matou mulher em surto

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Imagem de câmeras mostra o momento em que a mulher avança com uma faca contra policiais militares no Parque São Domingos. (Foto: Instagram)

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu liberdade provisória ao policial militar André Coelho Maximo da Costa, que foi preso após matar uma mulher em um suposto surto psicótico na quinta-feira (15/10), no bairro Parque São Domingos, zona norte da capital paulista.

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A Justiça determinou que André Coelho deve seguir medidas cautelares enquanto a investigação está em andamento. O policial foi afastado de atividades operacionais e do uso de arma de fogo, além de precisar manter seu endereço atualizado junto à vara competente. Caso descumpra, ele poderá ser preso novamente.

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O PM foi detido na quinta-feira (15/10) após atirar em Camila Pereira da Silva na Rua Mutinga. A mulher estava com uma faca e, segundo informações, em surto psicótico.

Imagens obtidas mostram Camila avançando contra os policiais antes de ser baleada uma única vez, o que resultou em sua morte. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou em nota que não tolera desvios de conduta e que a Corregedoria da PM está acompanhando o caso.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado e está sendo monitorado pela Corregedoria. O local foi preservado pela Polícia Militar até a chegada dos peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal. A arma do policial foi apreendida para perícia.

O advogado Gilberto Quintanilha, que representa o PM, declarou que considera a prisão “arbitrária e desproporcional”. Ele afirmou que o policial agiu em conformidade com suas funções, utilizando os meios disponíveis e de acordo com o treinamento e protocolos da Polícia Militar.

Sobre a liberdade provisória, o advogado comentou que “a Justiça foi temporariamente restabelecida” e espera provar que André Coelho agiu dentro dos protocolos institucionais e em legítima defesa.

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