
João Gustavo e Ruth Moreira na estreia de “Marília Mendonça – Sentimento Louco” em São Paulo (Foto: Instagram)
João Gustavo, irmão de Marília Mendonça, compartilhou suas emoções ao afirmar que a cantora sertaneja foi um dos pilares de sua vida. Ele também revelou que o documentário "Marília Mendonça – Sentimento Louco", lançado na sexta-feira (16/10), trouxe uma nova proximidade com a irmã, ao mostrar "as partes [da cantora] que as pessoas não conheceram".
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"Tem a Marília Mendonça que era um pouquinho teimosa, tem a Marília Mendonça que era ciumenta", brincou ele.
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Ele também destacou que a cantora era uma irmã incrível e que ambos eram muito cúmplices. "Tínhamos uma amizade, ela me pedia opinião sobre tudo, contava sobre os projetos, conversávamos sobre tudo. Existem segredos meus que foram com a Marília que ninguém nunca vai saber, assim como existem segredos da Marília que eu guardo e que irão comigo também", afirmou.
João Gustavo acredita que Marília Mendonça foi um símbolo de empoderamento e de mulher forte. Ele avalia que o legado da irmã permanece vivo justamente por ela ter sido uma pessoa que não desistiu dos sonhos, mesmo enfrentando momentos difíceis e pessoas que não acreditavam em seu sucesso por ela "ter um corpo fora do padrão".
No lançamento do documentário em São Paulo, Ruth Moreira, mãe de Marília, falou sobre o tempo com a filha e os arrependimentos na criação dela. Ela refletiu que, se pudesse ter feito algo diferente, não teria deixado que a jovem investisse na carreira musical. "É muito pessoal, né. Mas uma coisinha que eu faria diferente seria não ter deixado ela cantar", disse.
A cantora Marília Mendonça está sendo homenageada no documentário "Marília Mendonça – Sentimento Louco", que relembra sua trajetória desde antes da fama até o acidente de avião que a vitimou em 5 de novembro de 2021, em Piedade de Caratinga, Minas Gerais. A série, dividida em quatro episódios, reúne arquivos pessoais, imagens inéditas e depoimentos de familiares, amigos e colegas para contar a trajetória e o impacto da Rainha da Sofrência.
Susanna Lira, a diretora que assina o documentário, revelou como foi feita a curadoria para decidir o que deveria entrar e o que deveria ficar de fora da produção. A equipe de montagem teve acesso a mais de 530 mil arquivos, celular, computador e outras coisas da própria sertaneja.
A cantora morreu aos 26 anos quando o avião bimotor (Beechcraft King Air C90A) em que ela estava colidiu contra os cabos de uma torre de distribuição da Cemig durante os procedimentos de aproximação para pouso no aeródromo de Caratinga. Além dela, outras quatro pessoas estavam a bordo e também morreram no local.







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