Como tratar a giárdia em pets: dicas do veterinário para evitar a doença

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Giárdia nos pets: atenção redobrada à higiene (Foto: Instagram)

A giárdia não é um verme, mas um protozoário microscópico chamado Giardia duodenalis que se instala no intestino delgado de cães, gatos e outros mamíferos. A infecção nos pets acontece pela via fecal-oral, através da ingestão acidental de cistos presentes em água, alimentos ou superfícies contaminadas.

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O parasita se fixa na mucosa intestinal, prejudicando a absorção de nutrientes e causando inflamações e má digestão nos animais. Isso requer uma atenção especial dos tutores quanto à higiene.

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Embora muitos animais possam estar infectados sem apresentar sintomas, a diarreia é um sinal claro de infecção ativa. Esta diarreia costuma ser pastosa ou aquosa, com forte odor, muco e, às vezes, sangue.

Animais doentes podem também perder peso, ter flatulência, desconforto abdominal, vômitos ocasionais e diminuição do apetite. Filhotes, idosos ou imunossuprimidos são mais vulneráveis e precisam de diagnóstico rápido.

O medo de que a giárdia seja facilmente transmitida aos humanos é comum, mas a transmissão direta é menos frequente. Os genótipos que afetam cães (C e D) e gatos (F) diferem dos que afetam humanos (A e B).

A veterinária Luciana Lara explica que a transmissão ocorre ao ingerir cistos, destacando a importância de lavar as mãos após manusear fezes.

Reinfecções são comuns, mas geralmente devido à persistência ambiental dos cistos, que sobrevivem por semanas ou meses em locais úmidos. A higienização do ambiente, com uso de água sanitária e exposição ao sol, é essencial para evitar a recontaminação.

Existe uma vacina para cães que reduz a disseminação de cistos, mas não impede a infecção. Assim, o foco deve ser no manejo preventivo, como evitar que o pet beba água de poças e garantir água potável em vasilhas limpas.

Por fim, a automedicação com vermífugos ou antibióticos é desaconselhada, pois atrasa o diagnóstico e pode manter a giárdia ativa.

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