Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos após conferência de documentos de Lula

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Maria Claudia Bucchianeri, chefe da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro, durante entrevista sobre a análise de documentos de sigilo. (Foto: Instagram)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) designou Deltan Dallagnol (Novo-PR), senador eleito, e Maria Claudia Bucchianeri, chefe da equipe jurídica de Flávio, para analisar os documentos de quebra de sigilo fiscal e bancário apresentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Na quinta-feira (22/10), a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro afirmou que irá fornecer os documentos e informações requeridos pela campanha de Lula. “O desafio foi aceito”, declarou Maria Claudia Bucchianeri, mencionando que a entrega ocorrerá após verificar se Lula cumpriu suas promessas.

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A advogada afirmou que Flávio está disposto a fornecer tudo o que foi solicitado pela campanha petista, sem exceções. No entanto, a entrega está condicionada à conferência dos documentos que Lula deve apresentar. Ela mencionou que a equipe já possui o material e que a entrega pode ser feita imediatamente após a análise.

A discussão gira em torno da abertura de informações sigilosas dos dois candidatos e da transparência durante a campanha eleitoral, faltando três dias para o segundo turno.

Maria Claudia Bucchianeri destacou que a campanha de Flávio deseja acesso a informações sobre o padrão de vida do casal presidencial, incluindo despesas com cartão corporativo e registros de entradas e saídas dos palácios presidenciais.

Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, será responsável por analisar os documentos apresentados, conforme relatado na coluna de Igor Gadelha. A equipe quer verificar o conteúdo entregue para evitar que a divulgação se limite a informações insuficientes.

A representante da campanha do PL reiterou que a equipe não irá recuar do compromisso público, mas que a entrega dos documentos só ocorrerá após a conferência do material apresentado por Lula. “Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, afirmou.

O confronto começou no domingo (18/10), durante o debate presidencial na TV Band, quando Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos dos candidatos e familiares após acusações de corrupção. Na terça-feira (20/10), Lula protocolou documentos no TSE e no STF para autorizar a abertura de seus sigilos e dos familiares, caso Flávio fizesse o mesmo.

No dia seguinte, Flávio informou ao TSE que aceitava a proposta, mas apresentou condições adicionais, como a divulgação de gastos com cartões corporativos e informações sobre a agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva, além do sigilo do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A campanha petista aceitou as condições e pediu que Flávio apresentasse os documentos nesta quinta-feira (22/10).

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