Justiça impede leilão de imóvel milionário do “Concierge do PCC” em SP

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Justiça Federal suspende leilão de apartamento de luxo ligado ao chamado “Concierge do PCC”, em São Paulo. (Foto: Instagram)

São Paulo — A Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, impediu o leilão de um apartamento luxuoso ligado a Willian Barile Agati, conhecido como o “Concierge do PCC”, no Edifício Saint Barthelemy, em Indianópolis, área nobre da zona sul de São Paulo. A decisão, datada do último dia 27 deste mês, acolheu pedido de reconsideração da defesa, que apontou possíveis prejuízos financeiros com a medida que determinava a venda do imóvel.

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O Edifício Saint Barthelemy fica na Rua Natividade, uma das áreas mais caras da capital paulista. O imóvel relacionado ao “Concierge do PCC” foi alvo de ação de sequestro no âmbito da Operação Mafiusi, em outubro do ano passado. Estimativas apontam que imóveis nesse edifício têm valores entre R$ 3 e 6 milhões de reais.

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Na decisão, o juiz federal Guilherme Roman Borges acolheu o pedido de reconsideração da defesa, que contestou a venda forçada do apartamento e indicou possíveis prejuízos financeiros. Entre os argumentos, os advogados afirmaram que a avaliação do imóvel estaria abaixo do valor de mercado e que a alienação antecipada poderia desvalorizar significativamente o patrimônio, sobretudo por causa dos descontos aplicados em leilões judiciais.

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu a manutenção do imóvel em leilão, mas o juiz considerou que não havia comprovação de deterioração nem de risco concreto que justificasse a venda antecipada.

Para o juiz, a alienação forçada de um imóvel pode acabar tendo efeito contrário ao pretendido. Segundo ele, as medidas adotadas são suficientes para preservar o patrimônio e assegurar eventual reparação de danos ou perdimento de bens, caso isso seja determinado ao final do processo.

A decisão que anulou o leilão também se baseou em outro pedido da defesa, acolhido pelo juiz. Os advogados de Agati e de outros alvos da Operação Mafiusi solicitaram a anulação das provas, alegando que foram extraídas de um aplicativo de mensagens criptografado. Segundo a defesa, as provas relacionam o homem à Ndrangheta, máfia italiana, e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Embora o juiz tenha rejeitado, neste momento, o pedido de anulação das provas extraídas do aplicativo, reconheceu dúvidas legítimas sobre a origem e a integridade das mensagens e determinou que sejam obtidos dados brutos e originais do sistema”, afirmou o advogado Eduardo Maurício.

O juiz federal considerou que há dúvidas sobre essa e outras provas obtidas e solicitou que fossem requisitados às autoridades da França os dados brutos e originais do sistema do aplicativo de mensagens.

Tags: Imóvel, Justiça, PCC, São Paulo

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