
Mansão em Angra dos Reis alvo de disputa entre Richarlison e aliado de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)
Após publicações de Richarlison, a disputa por uma mansão em Angra dos Reis (RJ) entre o jogador e um amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou destaque novamente. O conflito surgiu porque Richarlison adquiriu o imóvel de um homem apontado como posseiro, que foi recentemente condenado por estelionato.
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A coluna teve acesso ao contrato entre a Sports 70, sociedade de Richarlison com seu então agente Renato Velasco, e uma empresa de Antonio Marcos Pereira da Silva. Conhecido como Marquinhos, ele vendeu ao jogador a casa em Angra que já pertenceu à cantora Clara Nunes, mesmo não tendo a posse do terreno, que é da União.
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O imóvel estava registrado em nome de uma empresa chamada M Locadora de Veículos, de Santos (SP), cujos proprietários já faleceram, e a empresa estava inativa. Após Richarlison já estar ocupando o imóvel e ter feito reformas, o advogado Willer Tomaz contatou um dos herdeiros e comprou a posse, conseguindo rapidamente que a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) regularizasse a documentação durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
No centro da controvérsia está Marquinhos, empresário próximo do ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCM-MG), Alencar da Silveira. Ele é ex-presidente do América-MG, clube onde Richarlison foi formado, e foi sócio do jogador na "compra" da mansão em Angra.
Em abril, Marquinhos foi condenado por estelionato em um processo que tramita em Belo Horizonte (MG). A vítima relatou que negociava veículos com Marquinhos, que sempre pagava com cheques pré-datados. Após conquistar a confiança da vítima, ele obteve a transferência dos veículos antes de quitar o negócio e depois cancelou os cheques dados para pagar duas lanchas, dois barcos, dois UTVs, uma Silverado, uma moto Ducati e uma Strada, entre outros bens.
Os barcos e lanchas, que não foram transferidos, foram rebocados em Angra, mas os demais bens ficaram com Marquinhos. Para quitar a dívida de cerca de R$ 500 mil, ele ofereceu uma casa de R$ 3 milhões, com a condição de que a vítima devolvesse o troco.
“É evidente que o réu induziu a vítima em erro, agindo de forma fraudulenta ao conquistar sua confiança e adquirir diversos bens sem realizar o pagamento. Seu comportamento, claramente voltado à obtenção de vantagem ilícita, evidencia o crime de estelionato e desqualifica a defesa de que não houve dolo. A condenação do réu é a medida correta”, escreveu o juiz Alexandre Magno Oliveira, condenando Marquinhos a dois anos e seis meses de reclusão, pena convertida em multa e prestação de serviços à comunidade.
Marcos Antônio enfrenta outras acusações de estelionato. Em um caso, um casal afirma ter vendido um apartamento em Belo Horizonte em 2010 ao empresário, que nunca formalizou a transferência. Quando isso ocorreu, o imóvel foi transferido para uma mulher, documento que o casal alega ser falsificado.







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