Pai de Henry Borel solicita perícia e questiona contatos de Jairinho na prisão

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Leniel Borel pede perícia no celular de Dr. Jairinho (Foto: Instagram)

Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, defendeu que o celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, passe por uma perícia detalhada. Em entrevista à coluna na segunda-feira (13/7), ele expressou dúvidas sobre o que estaria armazenado no aparelho e se o dispositivo foi usado enquanto o acusado aguardava julgamento.

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Leniel questionou: “Com quem o Jairo conversou? Por que ele fez isso? Será que Jairo não tentou influenciar o júri?”. O celular foi encontrado na cela de Jairinho no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, Rio de Janeiro. Após a descoberta, ele foi colocado em isolamento disciplinar em 1º de julho.

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Para Leniel, o conteúdo do celular pode ser crucial para a investigação. Ele destacou que, durante a apuração da morte de Henry, ocorrida em março de 2021, mensagens entre Jairinho e Monique Medeiros nos dias do crime foram apagadas e não recuperadas.

Leniel acredita que a presença de um celular na prisão, que pode conter anos de conversas, torna essencial a realização de análises periciais. Ele sugere que o Ministério Público deve investigar profundamente o aparelho para descobrir contatos, mensagens e informações que ajudem a esclarecer os fatos.

Henry Borel faleceu em 8 de março de 2021, na casa da família em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, sua mãe, levaram Henry ao hospital alegando um acidente doméstico. No entanto, os médicos constataram que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática. O laudo do Instituto Médico-Legal indicou 23 lesões violentas em Henry, sugerindo espancamento e morte dolorosa.

A CONDENAÇÃO
Dr. Jairinho foi condenado em junho deste ano por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no processo. Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso reduzida para culposo e foi condenada por omissão em relação às torturas. Ela recebeu perdão judicial. A decisão foi divulgada na madrugada de 4 de junho, no 11º dia de julgamento.

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