
Professor relata agressão homofóbica na Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo (Foto: Instagram)
O professor Ricardo Akira Matsufuji, de 29 anos, compartilhou nas redes sociais um vídeo em que relata ter sido vítima de agressão na linha 5-Lilás do metrô de São Paulo no último sábado (11/7). De acordo com ele, a violência foi motivada por homofobia.
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Ricardo explicou que estava a caminho do trabalho quando foi atingido por um golpe pelas costas, acompanhado de ofensas homofóbicas. Ele não conhece o agressor. Após a agressão, o professor sofreu fraturas na face e perfuração de um dos tímpanos, além de cortes e hematomas pelo corpo.
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Ao divulgar o ocorrido nas redes sociais, Ricardo afirmou que seu objetivo era “conscientizar sobre a importância de apoiar vítimas de violência durante todo o processo de busca por Justiça”. Ele relatou que, mesmo sendo vítima, está enfrentando grande desgaste.
O professor também questionou o fato de o caso não ter sido registrado como homofobia. “Você está confuso, desnorteado. Nem pensa que precisa registrar testemunhas ao redor, pegar contatos, para comprovar as ofensas homofóbicas.” O boletim de ocorrência teria listado Ricardo como vítima e autor, já que o agressor saiu com a mão machucada.
Após a repercussão, Ricardo gravou um novo vídeo agradecendo o apoio recebido e informou que está se mobilizando para as ações penal e civil contra o agressor.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como lesão corporal no 27º Distrito Policial (Campo Belo) e encaminhado à Delegacia do Metropolitano. “A autoridade policial está à disposição da vítima para colher mais informações que possam subsidiar a investigação”, afirmou a SSP. “Caso surjam novos elementos, a natureza da ocorrência pode ser alterada.”
A ViaMobilidade lamentou o ocorrido e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com a investigação. Em nota, repudiou o ato de violência, discriminação ou intolerância.
“A concessionária informa que registrou um desentendimento entre clientes no último sábado (11) dentro de um trem da Linha 5–Lilás, entre as estações Campo Belo e Eucaliptos. Assim que informado, o operador solicitou a retenção do trem na estação Eucaliptos para atuação das equipes de atendimento e segurança”, declarou.
A insegurança tem sido uma preocupação crescente entre os paulistanos. Em junho, uma mulher de 24 anos desmaiou após ser agredida na plataforma da estação Parada Inglesa da Linha 1-Azul. O agressor foi detido por agentes de segurança e levado ao 73º Distrito Policial de Jaçanã, sendo posteriormente liberado.
Em maio, seis pessoas ficaram feridas após um policial de folga reagir a um assalto na estação São Bento da linha 1-Azul. No mesmo dia, dois seguranças terceirizados da CPTM foram agredidos por vendedores ambulantes na Estação Utinga, da Linha 10-Turquesa, em Santo André.
Entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 33 casos por dia, totalizando 3.992 ocorrências no período. Desde 2024, cerca de 3,1 mil suspeitos foram detidos, com 454 apenas nos primeiros cinco meses do ano.







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