Justiça de São Paulo solicita investigação de ex-companheiro de vereadora por violência política

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Parlamentar do PL discursa em plenário (Foto: Instagram)

A Justiça de São Paulo solicitou, na quarta-feira (22/7), que a polícia investigue Júnior Moreno, ex-companheiro da vereadora Malu Fernandes (PL), por perseguição e violência política de gênero. A vereadora alega que Moreno usou um boletim de ocorrência para prejudicar sua candidatura a deputada estadual.

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A decisão foi tomada pelo Anexo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Foro de Mogi das Cruzes, na região metropolitana, determinando que a Polícia Judiciária investigue possíveis crimes de "contra a honra, violência psicológica e descumprimento de medida protetiva".

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Conforme o juiz Heitor Moreira de Oliveira, os eventos devem ser incorporados a um inquérito já em andamento para apurar as denúncias de violência política de gênero feitas por Malu Fernandes contra o ex. Desde maio de 2026, ela tem uma medida protetiva contra ele.

No mesmo mês da medida, Júnior Moreno atualizou o boletim de ocorrência registrado em outubro de 2025, incluindo a vereadora como responsável por um suposto dano ao apartamento que eles compartilhavam em Mogi. O relacionamento do casal durou cerca de um ano.

Na primeira versão do boletim de ocorrência feita por Moreno, ele alegou que encontrou o apartamento revirado e vários objetos destruídos. Em depoimento à polícia, ele afirmou que um segurança do condomínio viu uma mulher entrando pela portaria e indo ao apartamento, onde ficou por aproximadamente 20 minutos.

Na atualização do dia 15 de maio deste ano, Moreno disse ter obtido imagens das câmeras que identificaram Malu como a mulher em questão. Os advogados da vereadora acionaram a Justiça na última sexta-feira (17/7), após o documento ser divulgado à imprensa "de maneira confusa e seletiva".

"A inclusão foi feita em maio deste ano, no mesmo período em que o empresário foi informado sobre a medida cautelar contra ele. Os advogados da vereadora indicam uma possível retaliação do acusado frente à decisão judicial. Além disso, é sabido que, após o registro do BO, para alguns crimes que requerem representação, o autor tem seis meses para prosseguir com a investigação", afirmam em nota. "O caso, em tese, prescreveu em março de 2026. Marcelo não poderia, então, adicionar informações ao documento em maio deste ano."

A defesa da vereadora também aponta que as informações do processo foram divulgadas em 16 de julho, mesma data em que ela lançou sua pré-candidatura a deputada estadual. Malu Fernandes solicitou a ampliação das medidas protetivas contra Moreno e seu sócio, Fernando Aparecido Hilário, mas o pedido não foi atendido.

A defesa de Júnior Moreno declarou que não há decisão judicial reconhecendo o descumprimento da medida protetiva ou a divulgação de informações do processo. Pelo contrário, o Ministério Público pediu o indeferimento dos pedidos de remoção das informações.

"Em relação aos eventos na residência, há imagens e vídeos que fazem parte da investigação e serão analisados pelas autoridades competentes. Além disso, na manifestação apresentada ao Juízo, a própria vereadora não negou ter entrado no imóvel, fato que também está sendo investigado. Quanto às alegações de perseguição, ameaças, coação ou qualquer conduta ilícita, todas são categoricamente negadas."

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