
André do Prado recebe apoio da família Bolsonaro em pré-campanha (Foto: Instagram)
No cenário das críticas feitas pelo deputado federal Ricardo Salles (Novo), que é pré-candidato ao Senado por São Paulo, e do racha na direita, aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apostam na "bênção" da família Bolsonaro à candidatura de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa, como estratégia para enfraquecer Salles, ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro.
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Recentemente, André do Prado se tornou alvo de Salles, que o acusa de ser um representante do Centrão e de ter feito acordos com o PT durante seus mandatos na Assembleia. Salles também tem atacado Eduardo Bolsonaro (PL), sugerindo que o "filho 03" teria se aliado a Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
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Inicialmente, Eduardo seria o candidato, mas precisou recuar devido às investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao seu "autoexílio" nos Estados Unidos. Sem poder retornar ao Brasil, Eduardo planeja ser suplente na chapa de André, a quem declarou apoio. Isso gerou críticas de bolsonaristas nas redes sociais, que agora reforçam o apoio a Salles.
“Para o Salles, não tenho nada a dizer. Ele precisa entender que fui o escolhido pelo grupo bolsonarista, incluindo Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio e o PL. O que tenho a dizer é isso. Quanto às resistências, com o tempo, as pessoas vão me conhecer e entender por que Eduardo me escolheu. O que posso agregar para a campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Vou ser leal e trabalhar muito pelo estado de São Paulo em Brasília. Isso é o mais importante”, afirmou André nesta terça-feira (12/5).
Nos bastidores, é sabido que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preferia que o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), fosse o candidato. Questionado sobre o apoio de Bolsonaro, André declarou que a indicação de Flávio e Eduardo é, na prática, a indicação de Jair Bolsonaro.
“Eduardo e Flávio jamais fariam um anúncio de apoio à minha candidatura sem o aval do presidente Bolsonaro. Estou muito tranquilo quanto a esse apoio. Sempre estive ao lado de Bolsonaro em todas as suas visitas a São Paulo. Estou há 32 anos no PL e sempre acolhi o presidente. Tenho certeza de que isso ficará claro no período eleitoral”, afirmou o presidente da Alesp.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aliado de André e Tarcísio, também rebateu as críticas de Salles, afirmando que o ex-ministro é "narcisista" por se candidatar sem o apoio formal da família Bolsonaro. “Ele precisa parar de ser individualista”, disse em entrevista coletiva.
“Foi candidato a vereador e perdeu; a deputado e perdeu; só foi eleito deputado federal porque Bolsonaro o apoiou. Agora, Bolsonaro apoia Derrite e André do Prado. Precisamos parar de achar que ele é um outsider. Se ninguém o apoiar, o que aconteceu com Joyce Hasselmann pode acontecer com ele. Precisa ter mais humildade e deixar a gente trabalhar”, acrescentou Ricardo Nunes.
Desde que foi cogitado para a vaga de Eduardo, André tem feito acenos à família Bolsonaro nas redes sociais. Ele viajou pelo menos três vezes aos EUA para se encontrar com Eduardo, sempre de forma discreta. Junto a Valdemar e Tarcísio, articulou para que Eduardo anunciasse seu apoio.
O presidente da Alesp também declarou nas redes sociais que apoia o impeachment de ministros do STF, uma bandeira dos bolsonaristas nesta pré-campanha.
O Metrópoles revelou que o grupo de Tarcísio ainda tentará convencer Salles a desistir da candidatura. Além de André, outro candidato ao Senado da chapa "oficial" é Guilherme Derrite, deputado e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo. Salles, no entanto, afirma que seguirá na disputa. Ele chegou a declarar que desistiria se Mello Araújo fosse o candidato.
Após o aceno, questionado sobre apoiar Salles ou André, Mello Araújo disse que apoiará "quem o presidente Bolsonaro escolher". “Sigo o líder”, afirmou.


