
Hugo Motta cumprimenta o presidente Lula em anúncio de prioridades na Câmara (Foto: Instagram)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira (11/8) que a Casa dará prioridade nesta semana a pautas que tenham consenso entre os líderes partidários.
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A declaração de Motta desapontou o governo, que busca avançar em propostas que ainda encontram resistência entre as bancadas. O anúncio foi feito um dia após Motta declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Conforme Motta, a principal prioridade do Planalto no momento é o projeto dos combustíveis. Esse projeto visa estender ao etanol o subsídio já concedido à gasolina, com o intuito de manter a diferença de preços entre os combustíveis e conter a inflação.
Durante as negociações, novos temas foram incluídos no projeto. Motta mencionou que a Câmara pretende adicionar incentivos à produção nacional de fertilizantes, benefícios fiscais para a exploração de minerais críticos e terras raras, isenções relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027 e a antecipação de receitas para o Ministério da Defesa.
Outro projeto apoiado pelo governo, que equipara a misoginia ao crime de racismo, ainda não tem data para votação. Motta afirmou que a deliberação depende do colégio de líderes.
A resistência principal vem de setores conservadores da bancada evangélica na Câmara, que questionam a caracterização do crime e pedem alterações para evitar que manifestações religiosas sejam afetadas pela nova legislação. “A bancada evangélica quer negociar”, declarou o presidente da Câmara. A relatora, Tabata Amaral (PSB-SP), busca um acordo com os partidos.
Mesmo sem data definida para votação, Motta considera o tema prioridade. “A misoginia é uma prioridade para a Câmara dos Deputados”, afirmou.
A medida provisória conhecida como “taxa das blusinhas” também enfrenta desafios. A comissão mista que analisará a proposta ainda não foi instalada, apesar do prazo da MP expirar em setembro. A previsão é que o colegiado seja formado nesta quarta-feira (12), mas ainda não há data para votação.
Motta discutirá o tema com os líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Para evitar o retorno dessa taxação, é necessário que o Congresso Nacional trate do assunto nas próximas semanas”, disse o deputado.
A Câmara terá apenas esta semana e outro período de esforço concentrado entre o fim de agosto e o início de setembro para avançar nesses temas antes do retorno regular das sessões, após as eleições.






