Empréstimo de R$ 6,6 bilhões é “essencial”, diz presidente do BRB

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BRB busca aval de R$ 6,6 bi junto ao FGC após alta do Capag (Foto: Instagram)

Em entrevista ao Metrópoles, Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, destacou que o empréstimo de R$ 6,6 bilhões é "essencial" para ajudar o banco administrado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Uma reunião sobre o tema está agendada para esta quinta-feira (13/8) no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Souza também mencionou a venda de ativos como alternativa para a crise. Ele sugeriu que a venda de R$ 21,9 bilhões em ativos do extinto Banco Master poderia ser outra solução, mas ressaltou a necessidade de um prazo maior para evitar grandes perdas.

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O presidente do BRB afirmou que a melhoria na Capacidade de Pagamento (Capag) do GDF criou uma nova possibilidade para o banco. Com a melhora do indicador, a União pode garantir o empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), anteriormente bloqueado por falta de consenso.

Souza explicou que, desde o acordo de maio, novas opções surgiram. Agora, o aval soberano pode ser concedido, pois o GDF tinha Capag C na época, o que impedia a garantia da União.

O Capag é um índice que mede a saúde fiscal e o risco de crédito. Este mês, o GDF anunciou que atingiu a classificação "A" após medidas de controle de gastos e a reversão da projeção de déficit.

A proposta acordada no STF previa que o FGC concederia o empréstimo ao GDF, que investiria no BRB. Bancos dariam a garantia ao negócio, e o GDF ofereceria suas cotas nos fundos de participação como contragarantias.

No entanto, o aval dos bancos não foi concedido. Souza afirmou que os bancos apontaram a necessidade de mais garantias jurídicas e mencionou que todos os obstáculos são "solucionáveis".