
Torcida universitária unida em jogo de basquete ao vivo (Foto: Instagram)
Assistir a eventos esportivos ao vivo junto a outras pessoas pode reforçar a conexão social, segundo um estudo realizado pela Universidade de Tsukuba, no Japão. A pesquisa foi publicada na revista Translational Psychiatry em 8 de julho.
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Os pesquisadores descobriram que espectadores de partidas de basquete experimentaram um aumento nos níveis de ocitocina, hormônio relacionado à formação de laços sociais, além de uma redução no estresse e uma maior sincronização dos batimentos cardíacos durante os jogos.
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Conforme a equipe de pesquisa, compartilhar experiências desse tipo pode ativar respostas biológicas associadas ao sentimento de conexão entre as pessoas, mesmo sem interação direta ou toque físico.
COMO O ESTUDO FOI REALIZADO
A pesquisa acompanhou 60 pessoas que assistiram a duas partidas de basquete universitário na Universidade de Tsukuba. Antes, durante e após os jogos, foram coletadas amostras de saliva para medir os níveis de ocitocina e cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Os participantes também usaram sensores para monitorar a frequência cardíaca e responderam a questionários sobre a experiência.
Além de avaliar o quanto gostaram da partida, os voluntários relataram se sentiram uma maior sensação de união com o público e se teriam interesse em assistir novamente a um evento esportivo ao vivo.
O QUE OS PESQUISADORES ENCONTRARAM
Os resultados mostraram que os níveis de ocitocina aumentaram entre os participantes que apresentavam concentrações mais baixas do hormônio antes do início da partida. Aqueles que começaram o estudo com níveis mais elevados mantiveram essa concentração durante o jogo. Simultaneamente, os níveis de cortisol diminuíram durante o evento, indicando uma redução do estresse.
Os pesquisadores também observaram que os batimentos cardíacos dos espectadores passaram a apresentar um padrão mais sincronizado. Participantes com níveis mais altos de ocitocina tendiam a apresentar maior sincronização da frequência cardíaca e relataram mais prazer, sensação de união, envolvimento com a partida e vontade de voltar a assistir a eventos esportivos ao vivo.
PRÓXIMOS PASSOS
De acordo com os autores, os achados indicam que eventos esportivos presenciais podem ser uma maneira simples de estimular a conexão entre as pessoas, mas não substituem tratamentos para transtornos psiquiátricos. A equipe agora busca investigar quais fatores influenciam esse efeito, como o resultado da partida, a familiaridade do público com o esporte e as características dos próprios espectadores. O objetivo é entender em quais situações as experiências esportivas compartilhadas favorecem mais a criação de vínculos sociais.






