Karl Bushby tinha 29 anos quando deixou sua cidade natal, Hull, na Inglaterra, em 1998, para iniciar um desafio que ninguém havia concluído até então: dar a volta ao mundo percorrendo um caminho ininterrupto apenas a pé, ou nadando quando necessário. Agora, após 27 anos de jornada, ele está na reta final da expedição e espera retornar ao Reino Unido no próximo ano.
Batizada de “Goliath Expedition”, a aventura começou em Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Desde então, Bushby já atravessou países das Américas, da Ásia e da Europa, sempre seguindo duas regras: não utilizar qualquer meio de transporte e não voltar para casa até completar todo o percurso caminhando.
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Em entrevista à CNBC Make It, o explorador explicou que sua meta sempre foi simples: “O objetivo era simplesmente voltar para casa sem a ajuda de qualquer meio de transporte”.
Segundo ele, apesar de as regras parecerem fáceis no papel, a realidade tornou a missão muito mais complexa. Questões envolvendo vistos, fronteiras e governos dificultaram a travessia ao longo dos anos.
Bushby contou que costumava percorrer cerca de 30 quilômetros por dia, mas enfrentou diversos imprevistos durante a jornada. Entre eles, a travessia da perigosa região de Darién, a prisão no Panamá, a detenção por autoridades russas, o risco de morrer congelado no Alasca e a travessia do Mar Cáspio a nado durante 31 dias.
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Além dos desafios físicos, o britânico afirmou que passou dias sem comida, precisou da ajuda de desconhecidos para receber atendimento médico e dormiu inúmeras vezes sozinho em uma barraca montada às margens da estrada.
Ao longo da expedição, Bushby disse ter aprendido que as maiores dificuldades não foram necessariamente as físicas. Para ele, as perdas afetivas marcaram mais do que qualquer obstáculo encontrado pelo caminho. “Se você me perguntasse qual foi a coisa mais difícil que enfrentei nos últimos 27 anos, foi perder as mulheres por quem me apaixonei. Isso, sem dúvida, foi o mais difícil”.
Por outro lado, ele afirmou que os momentos mais felizes da viagem aconteceram justamente quando esteve acompanhado por alguém.
Outra conclusão tirada da experiência foi sobre a solidariedade das pessoas. Segundo Bushby, em diferentes países foi acolhido, alimentado e ajudado por desconhecidos, mesmo sem compartilhar o mesmo idioma. “Este mundo é muito mais amigável e gentil do que pode parecer0”.














