Comer menos proteína pode retardar envelhecimento, revela estudo abrangente

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Variedade de alimentos ricos em proteínas: carnes, peixes, ovos, leguminosas e oleaginosas (Foto: Instagram)

Uma análise realizada por cientistas, que revisaram mais de 350 estudos, indicou que a redução no consumo de proteína pode desacelerar o processo de envelhecimento. Este resultado contrasta com a crescente presença de produtos ricos em proteínas nos supermercados, como iogurtes, bebidas lácteas e até mesmo água.

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Na revisão das pesquisas anteriores, os pesquisadores identificaram dois fatores principais que explicam como uma ingestão menor de proteínas pode prolongar a vida. Primeiro, a menor ingestão de proteínas aumenta o fator de crescimento de fibroblastos 21 (FGF21), um hormônio relacionado a um maior gasto energético, melhor regulação do açúcar no sangue e redução da inflamação. Segundo, consumir muita proteína fornece ao corpo mais aminoácidos, que em excesso podem aumentar o risco de obesidade, inflamação e outras condições associadas ao envelhecimento.

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Conforme o principal autor do estudo, Dudley Lamming, "esses estudos mostram que a quantidade de proteína que as pessoas sedentárias consomem atualmente pode ter consequências negativas para a saúde, pelo menos em nível populacional". O estudo liderado por Lamming, professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, foi publicado na revista Cell Press Blue na sexta-feira (31/7).

Além dos problemas associados ao consumo excessivo de proteínas, os pesquisadores encontraram estudos com humanos e animais que mostraram que os participantes que consumiram menos proteína perderam peso e gordura corporal, além de apresentarem melhores níveis de açúcar no sangue em jejum.

Os cientistas sugerem que uma dieta com menos proteína pode ser uma alternativa às dietas de restrição calórica, que são difíceis de manter a longo prazo.

E QUANDO UM CONSUMO MAIOR DE PROTEÍNA É BENÉFICO?
Por outro lado, os pesquisadores destacam que o consumo de proteína nem sempre é prejudicial. Existem grupos que precisam de um consumo maior, como gestantes, idosos e atletas.

Na terceira idade, a proteína ajuda a preservar a massa muscular, especialmente quando combinada com exercícios físicos. Para atletas, o consumo pode ser ainda maior sem risco de doenças metabólicas, pois o exercício ajuda a direcionar a proteína para as áreas corretas do corpo.

Lamming explica que "é absolutamente claro que existem benefícios da proteína para o crescimento muscular e a resposta ao exercício em indivíduos ativos. Contudo, como a maioria das pessoas é relativamente sedentária, muitas provavelmente consomem mais proteína do que realmente precisam, o que pode acarretar consequências negativas para a saúde".

Os pesquisadores concluem que o consumo de proteína deve ser ajustado de acordo com o nível de atividade física e a idade de cada indivíduo.