
Agente de trânsito orienta motoristas em São Paulo durante suspensão do rodízio nesta terça-feira. (Foto: Instagram)
A Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de veículos nesta terça-feira (4/8) devido à greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Até o momento da publicação, não havia decisão sobre a ativação da operação Paese (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência).
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Na tarde desta segunda-feira (3/8), o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil optou por paralisar as atividades por tempo indeterminado, após não alcançar um consenso com o governo estadual. Líderes sindicais haviam se reunido com representantes governamentais na sede da Secretaria da Casa Civil em São Paulo mais cedo.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Na semana anterior, os ferroviários já tinham aprovado um indicativo de greve para o dia 4, caso as negociações não avançassem. As demandas incluem a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente concedidas à Trivia Trens, a garantia de empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com apoio governamental, para absorver os funcionários da estatal em órgãos públicos estaduais após concessões.
COMO FICARÁ A OPERAÇÃO NESTA TERÇA-FEIRA (4/8)
- Linha 10-Turquesa: operação normal.
- Linhas 11-Coral e 12-Safira: plano de contingência da CPTM devido à greve.
- Linha 13-Jade: sem operação durante a paralisação.
- Expresso Aeroporto: serviço suspenso.
- Linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda: operação normal, administradas por concessionárias.
- Metrô de São Paulo: todas as linhas operam normalmente.
A CPTM recomenda que os passageiros das linhas afetadas fiquem atentos às atualizações antes de sair de casa e, se possível, busquem rotas alternativas para evitar transtornos.
Em nota, a CPTM lamentou a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.
Leia a nota completa da CPTM na íntegra:
“A CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentam a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil — representante dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (4/8), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações.
Na reunião realizada nesta segunda-feira (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.
A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política.
Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros”.






