Em MG, Lula e Flávio optam por planos alternativos após falhas em alianças

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Disputa de palanques em Minas: Lula x Bolsonaro (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – Para as eleições deste ano, o deputado federal Patrus Ananias (PT) e o empresário Flávio Roscoe (PL) foram escolhidos para liderar os palanques em Minas Gerais dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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Os candidatos ao governo de Minas dos principais concorrentes na disputa nacional foram definidos no final do prazo, após as expectativas iniciais de alianças não se concretizarem.

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Lula desejava uma parceria com o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), enquanto Flávio Bolsonaro aguardou até os últimos dias pela candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Ambas as articulações não tiveram sucesso.

Diante das recusas e com o prazo para as convenções partidárias se aproximando do fim, PT e PL recorreram a planos alternativos que estavam desenvolvendo e agora enfrentam uma eleição reaberta pela ausência de Cleitinho.

A CONSTRUÇÃO DAS ESCOLHAS
Patrus, que já foi ministro de Lula e é uma figura de destaque do PT em Minas, foi escolhido após meses de espera por Pacheco e uma tentativa frustrada de trazer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) para liderar a chapa.

Por outro lado, Roscoe, que já presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entrou na disputa após Cleitinho desistir e o PL enfrentar resistência interna a uma aliança com o ex-deputado federal Marcelo Aro (PP).

Essas escolhas garantem palanques para os dois presidenciáveis em Minas, mas não eliminam os desafios eleitorais.

Patrus não conseguiu atrair importantes aliados como MDB e PDT para sua campanha. No campo bolsonarista, Roscoe terá que se tornar mais conhecido e unir uma direita dividida entre os "órfãos" de Cleitinho, Marcelo Aro, que mantém sua candidatura, e o atual governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição.

PRECISAM SER COMPETITIVOS
Cleitinho liderava todos os cenários nas pesquisas de intenção de voto em Minas. Sem ele, a eleição está novamente em aberto, e os candidatos do PL e do PT vão disputar o eleitorado. Menos conhecidos do que os planos A de seus partidos, eles precisarão se esforçar para se tornarem competitivos.

Minas é considerada estratégica, pois possui mais de 16 milhões de eleitores e historicamente desempenha um papel central nas disputas presidenciais.

O PT deverá buscar apoio ao centro e tentar dar ao palanque de Patrus uma importância maior do que a estrutura petista. Já o PL precisa apresentar Roscoe, acomodar os grupos que apoiavam outros candidatos e enfrentar a disputa pelo eleitorado de direita com Marcelo Aro e Mateus Simões.

Os dois presidenciáveis, portanto, iniciam a campanha em Minas com palanques garantidos, mas menores e mais partidários do que os que inicialmente planejavam.