Comissão da CLDF exige plano da Semob para evitar greve no metrô

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Passageiros aguardam ônibus em terminal de Brasília com plano de contingência em pauta (Foto: Instagram)

Na tarde desta segunda-feira (31/8), a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa do DF enviou um ofício à Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), solicitando um plano de contingência em razão da possível paralisação dos metroviários, prevista para começar nesta terça-feira (1º/9).

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O documento, obtido com exclusividade pelo Metrópoles, requer que a secretaria apresente soluções imediatas, incluindo a indicação de quais linhas de ônibus terão reforço e uma estratégia clara de comunicação com a população sobre mudanças e rotas.

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Assinado pelo presidente da comissão, deputado distrital Max Maciel (PSol), o ofício estabelece um prazo de 10 dias úteis para que a Semob-DF responda às questões levantadas.

A secretaria, em nota, informou que está aguardando o resultado da assembleia dos metroviários. “Se a greve acontecer, o Metrô-DF operará a 80% de sua capacidade e haverá um plano de contingência com reforço nas linhas de ônibus”, assegurou.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para a noite desta segunda-feira (31/8), onde serão discutidas as estratégias da greve.

Neiva Lopes, diretora e porta-voz do Sindmetrô-DF, afirmou ao Metrópoles que a única possibilidade de cancelamento da greve seria a aceitação, por parte do GDF e do Metrô-DF, da proposta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (CEJUSC).

“A categoria se reunirá para assinar o acordo caso o GDF aceite a proposta do CEJUSC. Caso contrário, a greve está mantida”, afirmou.

A governadora do DF, Celina Leão (PP), declarou que poderá recorrer à justiça para impedir a greve.

“Não questionaremos o direito de greve, pois é um direito constitucional, mas existe a greve legal e a ilegal […] Uma paralisação em período eleitoral sempre levanta dúvidas sobre possíveis motivações políticas. Se não chegarmos a um acordo, judicializaremos a questão”, destacou Celina.

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