Karina Ferreira da Gama firma convênio com USP para capacitação em impressoras 3D

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Produtora posa com os braços cruzados em estúdio durante sessão de fotos. (Foto: Instagram)

Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, que aborda o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estabeleceu um convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para treinar professores no uso de impressoras 3D.

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O acordo foi oficializado em 23 de maio de 2024, com duração de um ano, e foi publicado no Diário Oficial de São Paulo no dia seguinte. Avaliado em R$ 180 mil, o contrato incluiu suporte pedagógico do programa Escola do Futuro ao projeto Desafio DF, desenvolvido pela ONG de Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), em 16 escolas do Distrito Federal.

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Karina e seu ex-marido, Wemerson Marinho da Gama, foram investigados pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (10/9) por suspeita de desvio de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL).

ESCOLA DO FUTURO E ECA
A Escola do Futuro é um projeto de extensão vinculado à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Conforme a coordenadora do núcleo de extensão, professora Brasilina Passarelli, em 2024, quando o convênio foi assinado, não havia informações públicas que desabonassem o ICB e Karina.

A produtora de Dark Horse ganhou destaque após uma investigação sobre possíveis desvios em um contrato de R$ 100 milhões para a instalação de pontos de Wi-Fi na periferia de São Paulo.

Karina e seu ex-marido procuraram a Escola do Futuro em 2023, ao descobrirem que o projeto de extensão da USP trabalhava com a cultura maker – movimento que incentiva a criação e modificação de objetos por pessoas comuns.

No ano seguinte, o convênio entre o ICB e a USP foi firmado. A Escola do Futuro forneceu vídeos de formação e supervisão pedagógica à equipe do instituto de Karina para o uso de tecnologias, como impressoras 3D.

“Era um trabalho que chamamos de formar o formador”, resumiu Brasilina, coordenadora da Escola do Futuro. “Não houve contato [presencial]. Eu não fui para Brasília. Ninguém da equipe foi”, explicou a professora da USP.

Brasilina mencionou ainda que o contrato passou por diversas etapas antes de sua aprovação.

O convênio foi avaliado pelo Conselho Deliberativo da Escola do Futuro, pelo Conselho Técnico-Administrativo da ECA – que inclui todos os professores e funcionários da Escola de Comunicações e Artes –, pelas equipes financeira e jurídica da universidade e, finalmente, pela Fundação de Apoio à Pesquisa da USP (FUSP).

ICB NAS ESCOLAS DO DF
O projeto do ICB nas escolas do Distrito Federal foi assinado em dezembro de 2023, no valor de R$ 4 milhões, com um aditivo de R$ 1 milhão em 2025 – totalizando R$ 5 milhões. O objetivo é desenvolver o programa Desafio DF.

O projeto incluía a capacitação de professores, uso de impressoras 3D, kits de eletrônica, plataformas digitais e ferramentas como Google Analytics, Tableau, Google Forms, Zoom e Microsoft Teams.

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