
Daniella Marques durante coletiva no seminário “Brasil Hoje” em São Paulo (Foto: Instagram)
A coordenadora do programa econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, destacou nesta segunda-feira (14/9) a política econômica do presidente argentino Javier Milei como um modelo a ser seguido para aumentar a capacidade de investimento, além de reduzir burocracia e impostos.
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Daniella Marques, que já presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, e atualmente coordena o plano econômico do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que Milei é um exemplo a ser seguido.
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“Milei é um ótimo exemplo para retomar a capacidade de investimento, reduzir burocracia e impostos. A taxa de juros é de responsabilidade do Banco Central. Para que o Banco Central possa trabalhar na redução dos juros, é necessário um governo que seja responsável com as contas. Nosso foco será equilibrar as contas para permitir a redução dos juros no Brasil”, declarou Daniella à imprensa após participar do seminário “Brasil Hoje”, promovido pelo Instituto Esfera Brasil, em São Paulo.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e principal assessora econômica de Flávio, Daniella é vista como uma das favoritas para liderar a área econômica e, possivelmente, o Ministério da Fazenda em um eventual governo do candidato do PL. Ela tem ganhado destaque na campanha nas últimas semanas, atuando nas conversas de Flávio com empresários e representantes do mercado financeiro.
A menção a Milei, no entanto, acontece em um contexto polêmico e ainda controverso na economia argentina.
Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, o ultraliberal Milei implementou um rigoroso ajuste fiscal e conseguiu reduzir significativamente a inflação. O governo também registrou dois anos consecutivos de superávit primário.
Os resultados, contudo, vieram acompanhados de um ajuste fiscal severo e impactos no mercado de trabalho e na atividade econômica. O desemprego atingiu 7,5% no final de 2025, cerca de 1 ponto percentual acima do ano anterior, enquanto a informalidade cresceu e o aumento dos salários reais perdeu força.
Em agosto deste ano, o presidente reconheceu publicamente que a pobreza voltou a crescer no país durante o primeiro trimestre de 2026.
A agenda de Milei inclui cortes nos gastos públicos, reformas tributárias e trabalhistas, desregulamentação, abertura comercial e redução de restrições cambiais.







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